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Instituto de Saúde do Huambo tem falta de salas

Justino Vitorino \ Huambo e Manuel Tomás |Sumbe(*)

O Instituto Médio de Saúde do Huambo precisa de mais salas e professores especializados para leccionarem as cadeiras de anatomia, cirurgia, enfermagem patológica, análises clínicas, radiologia e microbiologia.

O Instituto Médio de Saúde do Huambo precisa de mais salas e professores especializados para leccionarem as cadeiras de anatomia, cirurgia, enfermagem patológica, análises clínicas, radiologia e microbiologia.
De acordo com o director-geral da instituição, Castro Chiumbo, além da falta de salas e docentes, a única instituição vocacionada para a formação de técnicos médios de saúde no Huambo necessita igualmente de um laboratório e de uma biblioteca.
O instituto tem 33 professores, estando a necessitar urgentemente de mais 15 para, no mínimo, cobrir as disciplinas gerais, como matemática, física e química. Para Castro Chiumbo, era bom que os candidatos possuíssem o grau de bacharelato.
Devido à carência de quadros, Castro Chiumbo afirmou que a instituição tem recorrido a profissionais não docentes, sobretudo médicos e outros técnicos ligados a áreas de formação e prestação de cuidados de saúde.
O director do Instituto Médio de Saúde do Huambo deu a conhecer que para o presente ano lectivo, a instituição tem 123 vagas disponíveis 123, sendo 85 para o curso de enfermagem geral, 27 para análises clínicas, e 11 para o curso        de biologia.
As inscrições começaram no princípio de Janeiro. Como requisitos, os candidatos devem apresentar, no acto de inscrição, o certificado da nona classe, fotocópia do BI ou cédula, situação militar regularizada para pessoas do sexo masculino com menos de 30 anos e mil kwanzas.
O Instituto Médio de Saúde do Huambo, que funciona na antiga Escola Técnica de Enfermagem, tem quatro salas com capacidade para 40 alunos por turma.
O director diz que é necessário um espaço maior, visto que o número de candidatos tem superado a capacidade da escola.

       Curso de enfermagem                   

O Instituto Superior Politécnico do Sumbe, província do Kwanza-Sul, conta, neste ano académico, com um curso de enfermagem, anunciou ontem o seu director-geral, Manuel Octávio Spínola.
Numa primeira fase, a instituição vai dispor de 60 vagas para enfermagem, curso que visa dotar a província de quadros técnicos na área da saúde, cuja falta é notória, sobretudo nos municípios mais distantes da capital provincial. “Abrimos o curso de enfermagem tendo em conta a necessidade do alargamento da rede sanitária até às zonas mais recônditas da província”, disse o director-geral do Instituto Superior do Sumbe.
Manuel Octávio Spínola salientou ainda que os responsáveis do instituto têm estado a trabalhar com a Direcção Provincial da Saúde para minimizar a carência de quadros no sector a nível da província.
O curso, disse o director-geral do Instituto Superior Politécnico do Sumbe, é assegurado por docentes angolanos e cubanos.
Para o presente ano, o instituto tem 300 vagas para candidatos aos cursos superiores de enfermagem, contabilidade e gestão, zootecnia, gestão agrária e agronomia.

Menos crianças fora da escola

A redução do número de crianças fora do sistema normal de ensino é, este ano, das principais apostas do sector da Educação no município do Libolo, afirmou, ontem, um dos seus responsáveis. O chefe da repartição disse que para atingir este objectivo é preciso reabilitar as salas degradadas e colocar cem professores nas zonas mais distanciadas das comunas.
Com a concretização destes propósitos, frisou Manuel Curinquechala, o sector pode enquadrar boa parte das cerca de três mil crianças em idade escolar que se encontram fora do sistema normal de ensino.
As comunas da Munenga e de Kissongo e o sector Luaty são as áreas que mais falta têm de escolas e de professores, referiu, anunciando que a situação vai ser minimizada com o enquadramento de mais professores saídos dos próximos concursos públicos promovidos pelo Ministério.
O município, no ano lectivo passado, teve 15.019 alunos matriculados nos diferentes subsistemas de educação.
O aproveitamento foi de cerca de 60 por cento.
Manuel Curinquechala lamentou que alguns professores continuem a não beneficiar de seminários de actualização pedagógica e que o ensino primário e o segundo ciclo sejam os que tenham mais falta de docentes.
                                       (  *)Com  Angop

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