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Instituto Superior Politécnico tem mais cursos de engenharia

Mário Clemente|Huambo

O Instituto Superior Politécnico do Huambo, Ho Chi Minh, vai contar, dentro de dois anos, com cursos de Engenharia de Construção Civil, Minas, Mecânica e Arquitectura.

Áreas como a das minas estão previstas no currículo da instituição no Planalto Central
Fotografia: Jornal de Angola

O Instituto Superior Politécnico do Huambo, Ho Chi Minh, vai contar, dentro de dois anos, com cursos de Engenharia de Construção Civil, Minas, Mecânica e Arquitectura. A informação foi avançada quinta-feira pelo reitor da Universidade José Eduardo dos Santos, Cristiano Simões, durante a abertura da exposição fotográfica sobre arquitectura, do docente da Universidade do Porto, Nuno Lacerda.
O reitor da UJES disse que a empreitada vai contar com a parceria da Universidade de Arquitectura do Porto, que pretende implementar, dentro de dois anos, na região académica do Huambo, cursos nas áreas de construção civil, engenharia mecânica, engenharia de minas e arquitectura.
Cristiano Simões destacou que um dos objectivos da exposição é ajudar a conceber planos para a construção de laboratórios e oficinas técnicas para os cursos de engenharia, que se vão introduzir no Instituto Superior Politécnico Ho Chi Minh, nos próximos dois anos.
“Para além destes cursos, nos próximos tempos vamos trabalhar para implementar também cursos de pós-graduação e mestrado nas áreas das ciências, para servir a veterinária e agronomia, na gestão e administração e mais tarde na faculdade de direito e já estamos a trabalhar para a consecução destes cursos”, sublinhou.
Acrescentou que o arquitecto e promotor do evento trouxe propostas para construção de casas rápidas modelares e mais económicas, que constituem uma necessidade para o país em geral e para a província em particular.
“Nós também queremos explorar neste aspecto, queremos ver onde ele pode ajudar a Universidade e as entidades governamentais a erguer casas duráveis e económicas para o bem-estar das pessoas, em particular da universidade”, frisou.
O arquitecto Nuno Lacerda disse, por seu turno, ser desejo da reitoria desenvolver estes cursos devido à procura por parte dos alunos, e por se registar, também, uma necessidade crescente na área de profissionais. “Sendo Huambo uma província com características excelentes, uma faculdade de arquitectura estaria muito bem servida e com muita sustentabilidade”, frisou.
Nuno Lacerda acrescentou que estão a estabelecer contactos entre as instituições para o arranque, para breve, da experiência piloto neste domínio, para que em poucos anos se possa contar com arquitectos formados na Universidade José Eduardo dos Santos, no Huambo.
O reitor reconheceu o desempenho da Universidade José Eduardo dos Santos, que em poucos meses de funcionamento está a dar bons passos. Apontou apenas como dificuldades a falta de meios materiais e dinheiro para montar laboratórios e a construção de habitações para docentes e técnicos ao serviço da Universidade.
A Universidade funciona com 349 docentes, sendo a maioria estrangeiros, e conta com mais de quatro mil estudantes.

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