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Investimentos aumentam níveis de geração de energia eléctrica

António Canepa | e Juliana Domingos | Huambo

A capacidade de fornecimento de energia eléctrica à cidade do Huambo vai ser reforçada, nos próximos tempos, no quadro de um programa de duas fases, que visa a instalação de 15 megawatts em cada uma das suas etapas de execução, anunciou ontem o seu administrador municipal.

O governo traçou um vasto programa de recuperação e ampliação de infra-estruturas sociais e de melhoramento do saneamento básico
Fotografia: João Gomes

Irineu Sacaála referiu que o crescimento urbanístico que se verifica na província é uma das causas do défice no fornecimento, daí o projecto para suprir esta carência, através do aumento da capacidade de potência.
O primeiro passo para concretizar este plano foi a identificação da zona de instalação da potência, no bairro Benfica, o que vai permitir abastecer também as localidades de Cambiote, R21, Zona Industrial da Cuca e Camussamba.
A Direcção Provincial da Energia e Águas identificou ainda os bairros Calombringo, Calundo, Cachindombe, São Bento, Cacilhas, Cardoso, São José, Sandangoti, Sassonde II, Fátima, Macolocolo, Calondeia, Calute, Casseque III e Filadélfia, que vão beneficiar de energia eléctrica, depois da conclusão da segunda fase do programa.
No mesmo quadro, o Governo Provincial do Huambo prevê a colocação de 55 pequenos sistemas de água, equipados com painéis solares, pára-raios e chafarizes nos bairros novos.
No âmbito do Programa Integrado de Desenvolvimento e Combate à Pobreza, o administrador municipal do Huambo avançou que estão em curso obras para aumento do fornecimento de energia eléctrica e de água potável.
Irineu Sacaála salientou que, apesar da actual capacidade de produção de energia eléctrica destinada à cidade estar ainda aquém de satisfazer a procura dos consumidores, está garantida a superação em grande escala dos problemas actuais para a capital da província.
Além da energia e água, o Governo traçou um vasto programa de recuperação e ampliação de infra-estruturas sociais, melhoramento do saneamento básico, requalificação e ordenamento da cidade, apesar da actual conjuntura do país.
O administrador garantiu que as autoridades locais continuam a envidar esforços para que nasçam na cidade novos atractivos e lugares de diversão para as crianças, jovens e adultos, sublinhando que foram traçados planos no sentido de recuperar-se o verde das áreas postais da cidade. Assim, vão decorrer obras de melhoria a nível do Jardim da Cultura, Praça Dr. Agostinho Neto, Jardim do Ambiente, Jardim do Arcebispado e de outros espaços, que constituem locais preferidos dos munícipes.
Neste momento, a cidade conta com novas rotundas, muitas delas construídas em locais onde nunca existiram, com destaque para os principais pontos críticos da circulação rodoviária, o que está a facilitar em grande medida o trânsito e a circulação de cidadãos.
Além dos jardins, espaços verdes e lugares de interesse económico e social, a cidade do Huambo oferece também uma rede hoteleira, para fomentar o turismo.
Pelo seu clima, tranquilidade e beleza, a cidade do Huambo recebe semanalmente centenas de visitantes de vários pontos do país.
Tendo em conta a importância da cidade do Huambo no contexto geográfico, político, económico e social, as autoridades apelam ao empresariado e entidades singulares para investirem mais em infra-estruturas sociais, culturais, económicas, desportivas e saneamento básico e contribuírem para a sua manutenção.

Festas da cidade

No dia 21 deste mês, aquela parcela do Planalto Central celebra mais um ano de existência, sob o lema “Cidade do Huambo, 104 anos diversificando a economia, rumo ao desenvolvimento económico e social”.
A data é comemorada numa altura em que alguns projectos traçados para o desenvolvimento da cidade sofreram certa contracção, devido à falta de condições financeiras. Contudo, muitos atractivos foram preparados para oferecer calor, cor e alegria aos visitantes.
De salientar que foi em 1928, que o projectista da cidade, o engenheiro Vicente Ferreira, então governador da Província de Angola, atribuiu à cidade o nome de Nova Lisboa, com o propósito de que esta passasse a ser a capital da colónia, tendo em conta a sua arquitectura e o clima da região, que se assemelha ao da capital de Lisboa.
Fontes históricas referem que o desenvolvimento da cidade surgiu muito antes de 1912, com o fim das invasões militares, depois da criação do Forte da Quissala, a única unidade militar portuguesa da época, já que as demais instituições estavam no Huambo com fins comerciais.
Mas o crescimento da cidade deu-se mais rápido, nos últimos anos da década de 60, com o surgimento de um parque industrial forte e a intensificação de uma actividade económica mais diversificada.
Este ano, para celebrar as festividades, que decorrem desde o dia 28 de Agosto, com encerramento previsto para o dia 2 de Outubro, várias actividades de carácter social, músico-culturais, desportivas e gastronómicas acontecem na antiga instalação da Feira Internacional de Nova Lisboa (Finol).
Do leque de actividades constam ainda as de saneamento urbano, embelezamento de ruas e avenidas da cidade, com a participação massiva dos munícipes, com destaque para funcionários, jovens, membros de associações e religiosos.

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