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Investimentos públicos custam milhões de dólares

Victória Quintas| Huambo

O Programa de Investimentos Públicos (PIP) na província do Huambo contempla este ano um orçamento de cerca de 6,2 mil milhões de kwanzas, direccionados, entre outros, para programas de desenvolvimento do ensino primário e secundário. 

Director do gabinete de planeamento
Fotografia: Victória Quintas|Huambo

 
O Programa de Investimentos Públicos (PIP) na província do Huambo contempla este ano um orçamento de cerca de 6,2 mil milhões de kwanzas, direccionados, entre outros, para programas de desenvolvimento do ensino primário e secundário. 
O melhoramento e aumento de serviços hospitalares, onde foi definida a reabilitação e ampliação de centros de saúde, sobretudo aqueles que se encontram em estado de degradação, constam das prioridades do governo provincial do Huambo.
O director do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística do governo da província do Huambo, Victor Chissingui, que ontem revelou o facto, acrescentou que, para o presente ano económico, existem 43 projectos, dos quais quatro para a construção de escolas.
“Temos já em execução quatro projectos de construção de escolas do segundo ciclo com 26 salas, nos municípios do Tchindjendje, Ekunha e Tchicala Tcholohanga, e um outro de 20 salas no município do Mungo”, disse.
Victor Chissingui apontou como outras grandes prioridades do governo da província, para 2011, os sectores da energia, água, urbanismo, ambiente e obras públicas.
“No sector do ambiente, estamos a levar a cabo a construção do aterro sanitário definitivo, com pontos de transferência de lixo, na localidade de Ngongowinga, no município do Huambo, para que possamos ter a situação de saneamento bem cuidada”, avança.
O director do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística (GEPE) do governo da província do Huambo referiu que, do orçamento recebido, 40 por cento está direccionado para o sector do ordenamento do território, nomeadamente na infra-estruturação dos planos urbanísticos em todas as reservas fundiárias da província.
Está ainda em curso o programa de desenvolvimento habitacional em todos os municípios.
O programa “Água para Todos” é, segundo Victor Chissingui, outra das fortes prioridades do governo da província, no âmbito do Programa de Investimentos Públicos (PIP) para o ano em curso.
A aposta em projectos de energia renovável, com a instalação de sistemas solares e mini-hídricas em todos os municípios, comunas, aldeias e ombalas da província do Huambo faz parte do projecto.  Ainda na senda dos investimentos públicos para 2011, o governo da província do Huambo prevê igualmente a realização do projecto de reabilitação de infra-estruturas administrativas em 30 comunas. Para o sector das obras públicas, para este ano foram disponibilizadas apenas verbas para o programa “cimento e tinta”, que visa dar outro visual aos prédios urbanos das cidades e sedes municipais.
“Existem projectos de 2010 que só estão a ser concretizados agora, principalmente aqueles de âmbito central, nomeadamente a reabilitação do aeroporto Albano Machado, da barragem do Ngove, entre outros”, explica.
Victor Chissingui fez ainda saber que nos próximos tempos a província do Huambo vai ter um centro cultural, cujo concurso para a consignação da obra foi realizado recentemente.  “Foi já seleccionada a empresa que vai realizar a empreitada, estando em fase de preparação a elaboração dos contratos”, disse Victor Chissingui.

Pólo industrial arranca em 2012

Victor Chissingui revelou também que o governo da província do Huambo tem traçado um plano estratégico que visa o fomento do pólo industrial do Huambo, a ser construído no município da Caála, numa área de 1.800 hectares. Afirmou que a execução do projecto para o pólo industrial, que arranca em 2012, é de âmbito central e sustentado pela energia a ser gerada futuramente pela central hidroeléctrica do Ngove.
“Serão estabelecidas várias indústrias para o fomento do emprego, bem como a indústria transformadora, tendo em conta as potencialidades da província no sector agro-pecuário, visando o desenvolvimento económico e social”, sublinhou.
No futuro pólo industrial, disse Victor Chissingui, prevê-se o estabelecimento das indústrias agro-alimentar, de material de construção civil, moageiras, equipamentos eléctricos, açucareira, têxtil, papel, lacticínios, entre outras. 

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