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Jovens aprendem a conduzir para conseguirem emprego

Estácio Camassete | Huambo

Jovens da província do Huambo, entre zungueiros, lavadores de carros e cobradores de candongueiro vão tirar a carta de condução para posteriormente serem inseridos no mercado do trabalho, soube ontem o Jornal de Angola do responsável da empresa privada IN, patrocinadora da referida acção.

Criadas novas oportunidades de emprego
Fotografia: Rogério Tuti

Jovens da província do Huambo, entre zungueiros, lavadores de carros e cobradores de candongueiro vão tirar a carta de condução para posteriormente serem inseridos no mercado do trabalho, soube ontem o Jornal de Angola do responsável da empresa privada IN, patrocinadora da referida acção.
Inocêncio Nanga Maya explicou que com esse gesto a sua instituição pretende ajudar os jovens sem ocupação e outros interessados a conseguirem meios para o seu auto-sustento, mediante alguns cursos acelerados nas diversas especialidades da condução.
Numa primeira fase, disse, a empresa vai oferecer cursos de motoristas para que os jovens estejam, pelo menos, habilitados a fazerem o serviço de táxis e, posteriormente, outros para que possam realizar os seus sonhos.
“Pretendemos estender essa acção a jovens da província do Bié”, disse Inocêncio Nanga Maya, cuja empresa ofereceu a semana passada 120 toneladas de bens alimentares às famílias desfavorecidas e 120 cadeiras de rodas a deficientes físicos nos bairros periféricos da cidade do Huambo.
“O programa solidário vai criar também uma fábrica com capacidade para produzir 10.200 blocos por dia e onde vão trabalhar 70 jovens”, anunciou o empresário.
Maurício Ferreira, um dos beneficiários de uma cadeira de rodas, disse que a partir de agora as suas deslocações vão ser feitas com maior segurança e comodidade e pediu à sociedade e outros empresários a terem sempre em atenção nos seus programas os problemas dos deficientes. 
Presente na cerimónia de entrega dos donativos, o administrador do município do Huambo, José Marcelino, louvou a iniciativa do empresário Inocêncio Nanga Maya e encorajou os demais actores económicos a seguirem-lhe os passos para minimizar as carências nas comunidades locais.

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