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Jovens procuram formação profissional

O Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (Inefop) admitiu, na província do Huambo, no primeiro semestre deste ano, 700 jovens que frequentam cursos em diversas especialidades na província do Huambo.

Institutos ajudam a juventude a encontrar espaço no mercado de trabalho
Fotografia: Jornal de Angola

O Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (Inefop) admitiu, na província do Huambo, no primeiro semestre deste ano, 700 jovens que frequentam cursos em diversas especialidades na província do Huambo, informou ontem a Angop, José Luís Tchuvila, seu director.
Os cursos, que iniciaram no princípio do ano e terminam em Agosto próximo, incidem nas especialidades de alvenaria, carpintaria, canalização, electrónica, electricidade auto e de baixa tensão, serralharia, informática, corte e costura, decoração, bate - chapas, culinária e pastelaria
Muitos dos formandos são estudantes de diferentes níveis de ensino, que, procuram no Inefop, adquirir uma profissão técnica básica, capaz de lhes proporcionar uma rápida inserção no mercado de trabalho, salientou José Luís Tchuvila. Daí, registar-se um aumento significativo de jovens a frequentar cursos profissionais.
Revelou, por outro lado, que ao Inefop acorreram no primeiro semestre deste ano, dois mil e 587 cidadãos ao seu departamento de emprego a solicitar facilidades de colocação no mercado de trabalho de que resultou apenas a satisfação de 437 deles num universo de 633 ofertas de serviço na província.

Mais cursos

Um centro de formação profissional, denominado “São José”, afecto à Missão Católica da comuna, município do Lubango, província da Huíla, começa a funcionar em Agosto próximo, informou ontem o responsável da instituição, padre Pascoal Gomes.
Reabilitado e apetrechado, num projecto financiado pela Conferência Episcopal Italiana e pelo Governo angolano, através do MAPESS (Ministro da Assistência Pública, Emprego e Segurança Social), o centro tem capacidade para 50 alunos internos, que vão receber formação em serralharia, carpintaria, mecânica, agricultura e electricidade.
Em declarações à imprensa, no final de uma visita ao local do primeiro secretário do MPLA na Huíla, Marcelino Tyipinge, o padre disse que o centro, totalmente equipado com meios sofisticados, já devia ter começado a funcionar, não ocorrendo devido à falta de professores. Explicou ainda que, para funcionamento do centro, são necessários pelo menos 25 professores e um número não quantificado de pessoal administrativo.
A abertura do centro é uma forma de garantir formação profissional aos jovens da comuna e retomar o valor real da missão católica naquela localidade, que dista 25 quilómetro da sede capital da província da Huíla.
O centro comporta uma área para internamento, igreja, centro de saúde, administração e refeitório.
A Missão Católica da Huíla foi fundada em 1881, pelos missionários italianos e portugueses.

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