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Kundi Paihama quer mais acções contra a violência

Tatiana Marta|Huambo

O governador do Huambo, Kundi Paihama, defendeu acções concretas contra a violência doméstica, uso de drogas e consumo excessivo de bebidas alcoólicas pela juventude.

Vista parcial da cidade onde o Governo Provincial e parceiros traçam novas estratégias para diminuir os casos de violência doméstica
Fotografia: Francisco Bernardo

Kundi Paihama, que falava no acto de abertura do XV Conselho Provincial da Família, disse que o aumento de casos de violência doméstica, o uso de drogas e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas pela juventude são motivos de preocupação na província, por contribuir na desestabilização das famílias.
Pelo menos 352 casos de violência doméstica foram registados durante o primeiro trimestre deste ano na província do Huambo, situação considerada preocupante pelas autoridades da província, que defendem acções concretas para se reverter o actual quadro.
 “O plano de combate às drogas e à violência doméstica resulta da conjugação de esforços de diferentes instituições, sociedade civil e entidades religiosas”, defendeu o governador Kundi Paihama.
 “Registamos com muita tristeza o elevado número de casos de gravidez na adolescência, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, delinquência, analfabetismo e violência doméstica”, disse Kundi Paihama.
O governador apela a todos os sectores da sociedade para atacarem o problema e a observarem a Lei sobre a Violência Doméstica, que só é possível com a participação de todos os sectores, incluindo as igrejas e as instituições que concorrem para a protecção das famílias.  Kundi Paihama recomendou um combate cerrado contra a violência doméstica e apelou aos participantes do Conselho Provincial da Família a proporem medidas eficazes para que este propósito seja cumprido e sirva para estimular a paz social.
Apelou às famílias para optarem pelo diálogo e à juventude a dedicar-se mais ao trabalho e formação académica e profissional, ao invés das drogas e prática de acções menos dignas na sociedade.
“Queremos também estimular o diálogo entre as famílias, porque grande parte dos casos de violência doméstica regista-se entre as quatro paredes”, disse.
De acordo com o governante, as políticas de defesa e garantia dos direitos da mulher estão a ser inseridas na família e na sociedade, para que esta participe na definição de estratégias e programas de desenvolvimento do país.
Kundi Paihama prometeu na ocasião trabalhar com as igrejas locais, com vista a encontrar soluções consensuais para os problemas que afligem as famílias mais vulneráveis.
Os participantes ao evento reflectiram sobre o papel das famílias na sociedade, principalmente dos pais na condução e orientação das crianças, adolescentes e jovens. Debateram igualmente as formas de promover a coesão interna no seio das famílias, o resgate de valores morais, cívicos e culturais, entre outros temas.
Participaram no evento membros do Governo, administradores municipais, representantes de partidos políticos, autoridades tradicionais, organizações femininas, membros da direcção da Família e Promoção da Mulher e convidados.

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