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Lepra e tuberculose controladas no Huambo

Adolfo Mundombe| Huambo

O supervisor provincial do Huambo do Programa de Combate e Controlo da Tuberculose e Lepra disse que o número de casos de lepra na província reduziu, nos últimos meses, para menos de 98 por cento, graças a uma intensa actividade das autoridades sanitárias locais.

O supervisor provincial do Huambo do Programa de Combate e Controlo da Tuberculose e Lepra disse que o número de casos de lepra na província reduziu, nos últimos meses, para menos de 98 por cento, graças a uma intensa actividade das autoridades sanitárias locais.
Haldane Cacumba afirmou que os municípios do Bailundo, Mungo e Londuimbali e a comuna do Alto Hama apresentavam os principais focos das doenças na província, mas que a lepra e a tuberculose já não constituem preocupação para o sector da Saúde devido ao tratamento preventivo.
“O tratamento da lepra e tuberculose no Huambo não constituem problema. Os pacientes têm medicamentos suficientes e em dia para a sua cura e utilizam a Multidrogaterapia (MDT) que recebemos regularmente da Direcção Nacional da Saúde Pública e distribuímos nas áreas com casos de epidemia”, declarou.
Os doentes com lepra e tuberculose recebem tratamentos durante o período compreendido entre oito e 12 meses.
O supervisor anunciou que o Ministério da Saúde pretende eliminar a denominação de leprosaria para centros sociais para que não haja discriminação em relação aos doentes com lepra.
O tratamento da lepra no país conta com o apoio da OMS, que distribui os medicamentos a partir da Direcção Nacional da Saúde Pública para províncias e municípios com incidência da doença.
A província do Huambo tinha uma leprosaria, na missão Evangélica Congregacional do Dondi, no município do Catchiungo, que agora foi transformada em centro social “Aldeia Essanjo”, que em português significa Aldeia Alegria.
Este centro conta com o apoio directo das organizações como a Solidariedade Evangélica, OMS, Igreja Evangélica Congregacional em Angola e governo provincial.
Haldane Cacumba pediu mais apoios para inserir as pessoas com sequelas de lepra na sociedade, como cadeiras de rodas para os que não conseguem deslocar-se e bens industriais.
Estão controlados na província e a receberem tratamentos 98 pacientes, dos quais 16 são crianças.

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