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Longonjo reforça abastecimento de água potável

Carlos Agnelo | Longonjo

O abastecimento de água potável nas zonas rurais e suburbanas da vila de Longonjo, província do Huambo, está a melhorar, com a abertura de furos de água, pela Organização Não-Governamental Associação de Desenvolvimento e Enquadramento Social das Populações Vulneráveis (ADES­POV), em parceria com o governo da província.

Vista parcial da vila do Longonjo onde a população apoia os esforços do governo para dar uma nova imagem à região
Fotografia: Jornal de Angola

O abastecimento de água potável nas zonas rurais e suburbanas da vila de Longonjo, província do Huambo, está a melhorar, com a abertura de furos de água, pela Organização Não-Governamental Associação de Desenvolvimento e Enquadramento Social das Populações Vulneráveis (ADES­POV), em parceria com o governo da província.
O projecto, que teve início há dois meses, prevê a abertura de mais de mil pontos de água nas comunidades rurais dos municípios da Caála, Ekunha e Longonjo.
Sem precisar custos, nem prazos, o coordenador do projecto, Jaime Elias, afirmou ao Jornal de Angola que já foram abertos pontos de água nos bairros periféricos de Com­pão, Camaco e nas aldeias de Lucamba e Calenga-Njolo.
Jaime Elias disse que a meta é atingir todas as comunidades e fornecer água potável a mais de 90 por cento da população local.
O projecto mostra que cada ponto tem capacidade de beneficiar 150 a 200 famílias. A coordenação do projecto prevê capacitar equipas que garantem a manutenção e o funcionamento dos mesmos em zonas onde for implementado.
 “Criamos e capacitamos equipas locais, para que possam dar continuidade ao projecto, fazer mais perfurações e contamos com o apoio da comunidade e da saúde pública, para acabar com certas doenças”, afirmou o coordenador.  Várias famílias beneficiaram também de painéis solares e lavandarias, no âmbito do programa “Água para todos”.     
 
Actividade comercial
 
Alguns comerciantes disseram que a falta de financiamento está a constituir empecilho para o desenvolvimento das actividades comerciais no município de Longonjo. Apelam às autoridades no sentido de concederem financiamentos aos comerciantes locais. Júlio Abílio, comerciante há mais de dez anos, afirmou que a sua actividade encontra-se parada, porque se encontra descapitalizado.
“Tenho alvará para exercer o comércio a retalho, há mais de dez anos. Pago as minhas contribuições fiscais, porém sem disponibilidade financeira para o arranque.”
O chefe de repartição dos Serviços Técnicos e Económicos da Administração Municipal, Evaristo Sa­yambo, disse que os comerciantes estão a aguardar pela segunda fase do crédito financeiro, para a­largarem a rede comercial.
“Existe um programa a nível provincial para financiamento dos comerciantes. Aguardamos que na segunda fase, os nossos homens de negócio venham a ser também abrangidos para que possam desenvolver e alargar a actividade comercial em toda a  extensão, sobretudo no meio rural”, frisou.
Evaristo Sayambo assegurou que dos 16 comerciantes que possuem alvarás, seis não têm recursos financeiros para dar arranque à actividade comercial.
O município possui 12 estabelecimentos comerciais, mas estes trabalham em condições difíceis, sobretudo nas zonas rurais.
 
Mais salas 
  />No município do Longonjo estão em construção pelo menos 26 salas, para o II  ciclo do ensino geral.
Valentino Mukinda, director da escola do II ciclo, afirmou que o grande objectivo do sector da Educação é acomodar melhor os alunos que frequentam aquele nível de escolaridade. O director disse que estão também em curso projectos de alargamento do ensino às zonas distantes da vila, com a construção de mais salas de carácter provisório nas zonas rurais.
O director apontou que a construção de infra-estruturas de raiz está inserida nos programas do governo da província do Huambo. 
Valentino Mukinda sublinhou que no presente ano lectivo, o sector da Educação do Longonjo conta com mais de 26 mil alunos do II ciclo do ensino geral.
O responsável afirmou que entre as prioridades do governo, para o ano 2012, 2013, consta a construção e apetrechamento de mais estabelecimentos de ensino, com o objectivo de aumentar o número de crianças no sistema. O II ciclo do ensino geral funciona com 64 professores e de acordo com Valentino Mukinda, necessita de mais professores, para corresponder às exigências da reforma educativa.    

Campanha agrícola
 
A primeira época da presente campanha agrícola ficou comprometida, no município, devido à interrupção das chuvas, durante mais de 30 dias consecutivos.
O chefe da repartição municipal da Agricultura, Moisés Capusso, adiantou que das avaliações feitas sobre os prejuízos, mais de 75 por cento das culturas desta época ficaram destruídas.
As culturas de feijão ficaram a­fectadas na ordem de 80 por cento, 30 por cento para a batata, e para o milho, o prejuízo está avaliado em 75 por cento.
Com uma extensão de mais de 30 mil hectares de terra cultivada, o sector agrícola previa colher pouco mais de 80 mil toneladas de produtos diversos.
 
Capacitação de quadros
 
Quadros da Administração local foram capacitados durante três dias em matéria de liderança pelo Instituto de Formação de Administração Local (IFAL), para torná-los mais eficientes. Na formação participaram administradores municipais, comunais, membros das administrações comunais e alguns directores de escolas, num total de 42 funcionários.
Os participantes discutiram também assuntos relacionados com a administração moderna, características do líder, gestão e tipos de conflitos e liderança.
“A liderança nas condições de reuniões, o líder e a gestão de tempo, exercício e processo de comunicação na liderança”, são outros subtemas debatidos durante os três dias.
O formador do IFAL, Miguel Do­mingos, disse que a formação sobre lideranças permitiu que os participantes ganhassem a capacidade de compreender as responsabilidades de um líder no seu local de trabalho, para melhorar o atendimento ao público.

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