Províncias

Luz do Huambo sofre restrições

Mário Clemente| Huambo

As constantes falhas de energia eléctrica que se registam nas últimas semanas na cidade do Huambo devem-se aos testes de manutenção da barragem do Gove, garantiu ao Jornal de Angola o director da Empresa Nacional de Electricidade (ENE) na província.

Director da ENE Gilberto Pessoa explicou que os testes de manutenção deviam ter sido feitos antes mas na altura não houve condições para tal
Fotografia: Francisco Bernardo

Gilberto Pessoa explicou que estes testes de manutenção deviam ter sido feitos antes, mas sublinhou que, na altura, não houve condições pata tal, por ser necessário haver grandes consumos para carregar as máquinas a cem por cento.
“Na altura, a ENE estava a fazer as ligações domiciliares e não tinha maneira de testar os equipamentos. Agora, o sistema começou a entrar em regime de estabilidade, daí a necessidade destes testes,” frisou.
Neste momento, de acordo com o responsável, estão a ser feitos testes em duas máquinas, o que tem originado os cortes constantes nas últimas semanas, sem, contudo, adiantar datas para a reposição da energia.
O processo da primeira fase da instalação de contadores de energia pré-paga está a decorrer sem qualquer sobressalto e já foram instalados, na cidade do Huambo, cerca de 15 mil contadores, e no município da Caála três mil.
O director da ENE esclareceu que, após esta fase, vai haver uma outra complementar para a montagem de dezenas de contadores. O objectivo é fazer com que todos os consumidores domésticos tenham o sistema de pré-pagamento em sua casa.
“Neste momento, contamos apenas com a barragem do Gove na região, mas há outros projectos em vista, em função da procura. Por enquanto, não se regista qualquer défice, mas isso pode vir a fazer com que tenhamos alguma dificuldade no capítulo da produção”, disse. Gilberto Pessoa pediu a compreensão dos consumidores pelo facto da energia não ter ainda atingido um ponto estável.

Dificuldades da água

A directora em exercício da empresa provincial das Águas no Huambo, Elsa Pinto, disse que os cortes constantes que se registam na cidade tem a ver com a falha de energia e dos problemas técnicos que a empresa atravessa. As centrais de captação e distribuição do rio Kulimahala e a da Rua do Comércio funcionam com energia eléctrica e quando há falhas deixam de funcionar. A central da zona alta da cidade dispõe de um grupo de geradores, razão pela qual não tem sofrido grandes cortes na distribuição de água.
Nesse momento, a direcção da empresa está a envidar esforços no sentido de arranjar também um grupo de geradores para a zona central da Rua do Comércio, para acabar com os problemas que tem havido naquela central.
As zonas mais críticas são os bairros Kaquereua, São Pedro, Calundo, Benfica, São João e Cidade Baixa. A central intermédia do bairro São José deixou de funcionar por problemas técnicos.
Na cidade, a água está a ser distribuída por fases, por funcionar apenas uma central de capitação. As outras duas são velhas e precisam de reabilitação.
Uma das prioridades do Governo é conseguir uma distribuição na ordem dos 60 por cento.
Elsa Pinto disse que neste momento o sector das Águas tem cerca de 10.531 consumidores registados, mas só 5.713 pagam o que consomem.

Tempo

Multimédia