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Má nutrição aguda da criança tema de formação de técnicos

Um grupo de 28 técnicos de saúde concluiu no sábado uma formação sobre o tratamento integrado da má nutrição aguda em crianças menores de cinco anos, segundo uma nota de imprensa da UNICEF em Angola.

Um grupo de 28 técnicos de saúde concluiu no sábado uma formação sobre o tratamento integrado da má nutrição aguda em crianças menores de cinco anos, segundo uma nota de imprensa da UNICEF em Angola. A formação de quatro dias, visou sobretudo apetrechar os técnicos de dez municípios da província do Huambo sobre as formas de tratamento da má nutrição e a gestão dos casos mais críticos, de modo a reduzir o risco de doença e de mortes das crianças.
Esta formação faz parte da estratégia nacional de nutrição para a primeira infância pilotada pela Direcção Nacional de Saúde Pública (DNS), do Ministério da Saúde, com o apoio de OMS e da UNICEF. “Huambo é uma das províncias de Angola com maior número de casos de crianças mal nutridas.
 Os técnicos que estão a ser formados devem não só aplicar os conhecimentos adquiridos no tratamento da má nutrição, como também apoiar na prevenção e no tratamento a nível das comunidades, de modo a evitar que um grande número de crianças seja hospitalizada nos centros de nutrição” disse. Futi Tati, chefe da Secção Nacional de Nutrição.
Devido ao baixo nível de pluviosidade em 2011 e 2012, a seca tem afectado cerca de dez províncias de Angola, o que acaba por influir negativamente nos níveis de má nutrição aguda, que atinge principalmente as crianças mais vulneráveis, aumentando o número de admissões nos centros nutricionais de tratamento, especialmente no Huambo, Zaire, Bié e Kwanza-Sul.
O governo de Angola, com o apoio dos seus parceiros, tem respondido às necessidades de tratamento da má nutrição severa em crianças menores de cinco anos de idade, através do fornecimento de suplementos e produtos nutricionais terapêuticos, como o leite terapêutico, a pasta de amendoim e medicamentos. Uma criança mal nutrida tratada com o programa de recuperação nutricional tem fortes possibilidades de ter a sua saúde restabelecida no prazo de quatro a seis semanas, através deste tratamento e da aplicação correcta da estratégia de manuseamento de casos da má nutrição aguda.  Para tal, o stock de suplementos terapêuticos deve estar sempre disponível a nível das unidades de saúde do país. Temos dificuldades em adquirir os suplementos terapêuticos.
Por essa razão, sugerimos que os mesmos sejam incluídos na lista dos medicamentos essenciais fornecidos pelo Ministério da Saúde” afirmou Welema Cipriano da Fonseca, Director do Hospital Regional do Huambo.

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