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Mau estado das estradas isola comunidades

Marcelino Dumbo | Sambo

O mau estado das estradas a nível da comuna do Sambo, no município da Chicala Choloanga, está a isolar esta parcela da província do Huambo, disse ontem o administrador.

Autoridades provinciais do Huambo continuam a envidar esforços para inverter actual quadro das vias rodoviárias na comuna do Sambo
Fotografia: Alfredo Cutabiala | Huambo

Raimundo Sassoma considerou que o péssimo estado das vias de acesso tem sido um dos principais factores de impedimento do progresso da comuna.
A comuna do Sambo, com 34.450 habitantes, enfrenta dificuldades para escoar os produtos do campo devido às más condições das estradas.
O acesso à comuna faz-se pela estrada que dá para Chicala Choloanga e a que vai à Missão do Cuando, que estão muito degradadas. As ruas e outras infra-estruturas básicas do Sambo estão em mau estado, com destaque para as aldeias Tchisaquela, Cagombe, Tchiquela Munda e Ombala Sambo.
A população de Sambo vive com grandes problemas nos sectores da Educação, Saúde, Desporto e Telecomunicações, com a falta de escolas, centros de saúde, campos desportivos e de serviços de telefone móvel das duas redes que operam no país.
Além da falta de Internet, as emissões de rádio e de televisão também não chegam em boas condições à localidade.
As carências estão a provocar a fuga de quadros, com realce para professores e enfermeiros. A comuna do Sambo, apesar das dificuldades, renasce aos poucos, com a construção de novas várias infra-estruturas.
Entre as acções desenvolvidas, aponta-se a nova sede da Administração Comunal, a construção de residências para os técnicos, centros de Saúde, escolas, central de abastecimento de energia e postos de captação e tratamento de água.
O administrador comunal disse que estão igualmente a decorrer trabalhos de desmatação e terraplenagem na via que liga Chicala Choloanga ao Sambo, assim como está em carteira outros programas de intervenção, com destaque para a reabilitação e asfaltagem dos troços Missão do Cuando/Chicala Choloanga e comuna do Sambo/Samboto.
A comuna do Sambo tem 18 ombalas e 113 aldeias e a população dedica-se maioritariamente à agricultura.

Serviços de Saúde

A comuna tem um centro de saúde na sede e cinco postos, distribuídos pelas ombalas de Ndele, Jamba Cassanji, Ombala Sambo, Nunda e Djudjuvile. O pessoal técnico, num total de 29, é considerado insuficiente, embora seja ajudado por uma equipa de médicos com visitas periódicas. O centro de Saúde, com dez camas para internamento e banco de urgência e sala de partos, presta também serviços de pediatria, clínica geral, farmácia e laboratório de análises clínicas.
A unidade não tem serviço de estomatologia. A comuna debate-se com falta de material gastável de cirurgia e de partos, além de reagentes para análises clínicas. O centro recebe 30 a 40 pacientes por dia. Entre Julho e Setembro atendeu 1.124 pessoas nas consultas de clínica geral e 1.133 em pediatria.

Soba pede mais apoios


O soba da Ombala Sambo, Cipriano Kaningi, disse que além da melhoria das estradas e da construção de escolas e serviços de saúde, é necessário apoio em materiais de trabalho na agricultura, como adubos e ferramentas agrícolas.
Além do falta de escoamento,  uma vez que os camiões e carrinhas não chegam às aldeias, ficando a população dependente das motos, por causa do estado das vias, os criadores reclamam ainda pela ausência de campanhas de vacinação do gado. A administração tem dois tractores de apoio às associações de camponeses e cooperativas agrícolas, para incentivo à produção.

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