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Melhoram as condições para toxicodependentes

Adolfe Mundombe| Cachiungo

O centro de reabilitação de toxicodependentes, localizado na Missão Católica de Vavayela, no município do Cachiungo, província do Huambo, conta, desde domingo, com novas instalações.

Huambo melhora atenção a toxicodependentes
Fotografia: Francisco Lopes |Edições Novembro|Huambo

O centro tem capacidade para albergar mais de cem elementos do sexo masculino, dos 17 aos 60 anos. Actualmente, acomoda cinquenta toxicodependentes de álcool e drogas, oriundos das províncias do Huambo, Luanda, Benguela, Bié, Cunene e Huíla.  O projecto “Fazenda Esperança”, desde a sua implantação no nosso país, em 2011, já reabilitou pouco mais de 70 pessoas. As novas instalações contemplam dormitórios, refeitório, cozinha, escritórios e capela para celebração de missas.
O coordenador do centro, João Paulo Santos Faria, de nacionalidade brasileira, disse que os jovens que se encontram na “Fazenda Esperança” vêm, na sua maioria, de outras províncias e durante o tratamento exige-se trabalho, convivência e espiritualidade.
João Santos Faria garantiu que está também em carteira o projecto de construção, nos próximos meses, de um centro feminino, para acolher meninas e senhoras que se encontram nas condições de dependência de drogas e de álcool. No centro, os jovens dedicam-se também à plantação de hortícolas e de frutícolas. 
Ao proceder à abertura das novas instalações, o governador da província do Huambo, João Baptista Kussumua, disse que a reabilitação da antiga casa das irmãs trapistas ­representa uma nova era no acolhimento de jovens dependentes de drogas para a sua recuperação, através da iniciativa do frei Hans Stapel, de nacionalidade alemã, mentor do projecto “Fazenda Esperança”.
“Honra-nos a parceria que existe entre a Igreja Católica e o Governo do Huambo no sentido de dar solução aos problemas dos toxicodependentes, combate ao alcoolismo e às drogas”, disse o governador. O frei Hans Stapel, presente no acto, ficou entusiasmado com o empenho e a dedicação das entidades governamentais e bispos da Igreja Católica no Huambo e encorajou-os a continuarem com o trabalho, salvando cada vez mais jovens do mundo das drogas e do álcool.
O arcebispo do Huambo, Dom Queirós Alves, agradeceu aos mentores do projecto, que não se importaram com as condições precárias do início e que hoje já granjeou respeito e sucesso.

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