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Melhoria do atendimento a doentes diminui transferências para Luanda

Justino Vitorino | Huambo

O Hospital Regional do Huambo reduziu em 80 por cento as transferências de doentes em estado grave para Luanda graças à criação e ampliação dos serviços no estabelecimento, afirmou ontem o responsável em exercício.

Os investimentos feitos na unidade hospitalar do Huambo permite prestar um serviço igual ao que se verifica no estrangeiro
Fotografia: Francisco Lopes Huambo

O Hospital Regional do Huambo reduziu em 80 por cento as transferências de doentes em estado grave para Luanda graças à criação e ampliação dos serviços no estabelecimento, afirmou ontem o responsável em exercício.
Domingos Elavoco disse à imprensa que o hospital registou grande desenvolvimento nos últimos dez anos devido ao fim da guerra.
Ao longo destes anos, lembrou, foram criados novos sectores no hospital, como são os casos dos serviços de  imagiologia, com salas de Raio X, ecografia e de exames de tomografia axial computadorizada (TAC), com equipamento de ponta.   
O TAC, referiu, é a grande novidade na província do Huambo, pois antes era preciso ir a Luanda ou ao estrangeiro para o fazer.
Menezes Capitango, técnico terapeuta, referiu que a possibilidade de fazer este exame tem sido a salvação para muitas pessoas que dão entrada no hospital com diversos traumas provocados sobretudo por acidente de viação.     
A área de imagiologia, sublinhou, está totalmente digitalizada e atende, em média, cem pacientes por dia, quando anteriormente número não passava dos 70.
Com os novos meios tecnológicos, referiu, é possível realizar exames em menos tempo e com mais eficácia”.  O serviço de análises clínicas também melhorou bastante e é possível fazer mais de mil por dia por o laboratório ter aparelhos de última geração
O chefe de laboratório do hospitaldo Huambo recordou que “os trabalhos eram manuais” e que as análises feitas diariamente oscilavam entre 120 e 150. “Com a paz, o laboratório registou uma evolução significativa nos seus serviços após terem sido adquiridos meios modernos, que permitem a realização de análises em menos tempo,” disse Amões Paulo.
O laboratório geral está  completamente equipado com aparelhos de análises clínicas, de imunologia, bioquímica e hematológicos.  
Nos últimos quatro anos, o hospital passou a ter serviços em 28 especialidades, o que permite a redução significativa de números de doentes transferidos para Luanda.
No ano passado entraram em funcionamento os serviços de anatomia patológica, microbiologia, endoscopia e cardiologia. Dos serviços mais solicitados é o de neurocirurgia, em funcionamento desde 2010.
O hospital geral do Huambo tem também uma unidade dos queimados, que está a ser apetrechada com meios modernos. 
Os serviços de fisioterapia e quimioterapia também estão em funcionamento, mas precisam de ser reforçados, disse Domingos Elavoco.

 Investimentos
 
Os investimentos feitos no Hospital Geral do Huambo permitem-lhe prestar um serviço igual ao que se verifica no estrangeiro, pois está equipado com meios tecnológicos de última geração. 
O hospital tem 982 trabalhadores, entre médicos, enfermeiros, pessoal de apoio hospitalar e administrativos. Domingos Elavoco considera o número insuficiente e para preencher o quadro são necessário mais   282 especialistas. “Vamos continuar a solicitar a instância superior para que nos enviem mais técnicos”. O hospital, que atende em média diariamente cerca de duas mil pessoas, também assiste doentes do Kuando-Kubango, Bíe e Benguela e das localidades da Huila próximas do Huambo.  

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