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Menos mortes por tuberculose no Huambo

O Hospital Sanatório do Huambo registou, durante o primeiro semestre, 67 óbitos por tuberculose, o que representa uma redução de 12 casos em relação a igual período anterior, informou ontem o seu director.

População é aconselhada a procurar as unidades sanitárias logo após os primeiros sintomas
Fotografia: Arão Martins

Júlio Neto disse à Angop que, entre os meses de Janeiro e Junho deste ano, foram consultados 6.200 pacientes, dos quais 583 positivos.
Em termos de consultas, o director do Sanatório disse que, em comparação a igual período de 2015,  se registou um aumento de 191 casos, em que 157 foram positivos.
O responsável clínico explicou que a redução do número de mortes se deve a um intenso trabalho de sensibilização sobre as medidas de prevenção da doença, levado a cabo pela instituição e seus parceiros a nível das comunidades.
Júlio Neto destacou, também, o reforço do tratamento aos pacientes, apesar de ainda se registar o abandono da terapia por parte de alguns doentes e a chegada tardia à unidade hospitalar, muitas vezes, em estado grave. Por esta razão, apelou à sociedade civil para continuar a promover campanhas de doação de sangue, para transfusão em doentes com tuberculose, uma vez que, dos 82 internados, 50 por cento estão associados ao VIH/SIDA.
Sobre o aumento dos casos positivos no período em referência, o médico apontou as alterações climatéricas, o consumo  excessivo de bebidas alcoólicas, o tabagismo e a má alimentação como as principais causas do surgimento da tuberculose. O Hospital Sanatório do Huambo tem 200 camas e o seu funcionamento é assegurado por 190 funcionários, entre médicos, enfermeiros e trabalhadores administrativos.

Novos casos de sida


Mais de 400 novos casos de SIDA foram registados no primeiro semestre deste ano, pelo Centro de Aconselhamento e Testagem Voluntária Elavoko, na cidade do Huambo, informou ontem a responsável da instituição. Conceição Ferreira disse que o centro realizou 3.870 testes voluntários em gestantes, crianças e adultos, que queriam saber o seu estado serológico.
“No primeiro semestre, nós tivemos um total de 3.870 aconselhados e testados, dos quais 404 casos resultaram positivos, sendo 212 adultos do sexo masculino, 126 adultos do sexo feminino, 21 casos de crianças do sexo masculino, 27 casos de crianças do sexo feminino e 18 gestantes”, sublinhou a responsável.
Conceição Ferreira garantiu que a província não tem falta de retrovirais, pois conta com um stock de fármacos suficientes para atender tanto os doentes internados como os ambulantes. A única dificuldade apontada pela responsável do centro tem a ver com os pacientes que se recusam a ser submetidos a exames médicos, no sentido de prescrever-se a medicação, de acordo com a virulência.

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