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Mercado de trabalho com mais jovens

Tatiana Marta | Longonjo e Filipe da Silva | Huambo

Mais de 60 jovens do município do Longonjo, Huambo, terminaram recentemente os cursos de formação socioprofissional  nas especialidades de culinária, pastelaria, corte e costura e decoração e estão disponíveis para começar a trabalhar.

Um ângulo da cidade do Huambo que conta com novos mestres de prestação de serviços no âmbito do programa de combate ao desemprego
Fotografia: Jornal de Angola |

O director provincial do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), José Chuvila, disse na quarta-feira que a contínua aposta em cursos para técnicos se enquadra na estratégia do Executivo de promover o auto-emprego e a criação de pequenos negócios entre os jovens.
José Chuvila defendeu a necessidade de se promoverem formações apropriadas, com vista a garantir homens competentes para o país e que possam, posteriormente, montar os seus próprios negócios e ajudar no programa do Executivo de combate à pobreza.
Entre as prioridades do Governo está a inclusão dos desfavorecidos nas acções de formação, com cursos técnicos de curta duração, para que encontrem respostas imediatas no mercado de trabalho.
As acções formativas com este carácter vão prosseguir em toda a província, para que os jovens tenham cada vez mais possibilidades de realizar os seus sonhos, com destaque para o primeiro emprego ou auto-emprego e garantirem o sustento das famílias.

Direitos humanos

Jovens dos municípios da Caála, Longonjo, Chicala Cholohanga, Cachiungo e Bailundo são formados em direitos humanos, gestão de projectos e liderança social, numa promoção da Associação Amigo de Idade de Ouro. Com a duração de uma semana, a formação começou no município da Caála e numa primeira fase contemplou 45 jovens, que vão servir como activistas sociais nas comunidades .

Apoio do Governo

O director da associação, Tomás Afonso, disse ao Jornal de Angola que o projecto, que foi criado no ano passado, arrancou devido à atribuição de verbas da parte do Governo Provincial. “O objectivo específico é formarmos em cada município 45 activistas comunitários que servirão de multiplicadores de informação sobre direitos humanos, gestão de projectos e liderança social nas comunidades da província”, acrescentou.
Tomás Afonso sublinhou que, com a formação, são criadas as bases para a criação, num futuro próximo, da Organização de Desenvolvimento Local (ODA).
 Referiu que o projecto pretende fazer com que a comunidade e a juventude mudem de comportamento. O primeiro encontro tem como tema o “Valor Moral e Social do Trabalho”, “Droga e as suas consequências no seio da Juventude”. Os prelectores são técnicos do Ministério da Educação e do Ministério da Cultura.
Na província do Huambo, refira-se, as autoridades locais têm incentivado a formação profissional de jovens e desmobilizados, no quadro do programa do Executivo angolano de combate ao desemprego.  As  acções formativas visam também fomentar o auto emprego, a­través da criação de pequenas empresas de prestação de serviços.

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