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Merenda escolar no Huambo constitui uma preocupação

Juliana Domingos| Huambo

A Administração Municipal do Huambo vai exigir maior fiscalização na distribuição da merenda escolar da circunscrição, para estimular a permanência de alunos nas salas de aulas e propiciar o aumento de rendimento académico.

 O administrador José Marcelino de Melo salientou ser da responsabilidade dos órgãos de Estado, da comissão de pais e encarregados de educação a fiscalização do programa da merenda escolar nas escolas seleccionadas no município.
O responsável disse que cabe à administração regulamentar a concessão da merenda escolar, no quadro das medidas do governo provincial, no sentido de se continuar a aumentar os níveis de aproveitamento dos alunos.
“A missão de distribuir a merenda escolar às escolas seleccionadas está a cargo de empresas escolhidas por concurso público, em parceria com o governo, através do sector da Educação”, disse o administrador municipal do Huambo.
Para tornar mais eficiente a distribuição, anuncia que está previsto o programa de criação de parcerias com algumas empresas panificadoras, para que, ao invés de bolachas distribuídas actualmente, os alunos passem a receber pão. A experiência acumulada, desde o início do programa, em 2007, mostra que tem havido mais alunos nas salas de aulas e o rendimento dos mesmos tem sido maior, referiu.
Por isso, deve ser executado com rigor e celeridade, para ajudar também os pais e encarregados com menos recursos.
Outro objectivo fundamental do programa, que está a beneficiar 6.300 alunos, é proporcionar à criança um ambiente físico, psicológico e emocional adequado, capaz de facilitar o processo de aprendizagem dos conteúdos ministrados, combatendo a evasão escolar e tornando a escola um verdadeiro núcleo de produção e transmissão de conhecimento científico, ético, moral e espiritual.
“É um esforço muito grande que o governo provincial tem vindo a fazer no sector da educação, visando garantir um ensino de qualidade”, disse José Marcelino, para quem a merenda escolar constitui um dos 11 compromissos sobre a criança.
O administrador adiantou que os casos de desistência escolar por falta de alimentos também estão a diminuir no município. “Há meninos que, por chegarem muito cedo à escola, iam para as aulas sem comer e, em função disso, fugiam por causa da fome”, revelou.

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