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Milhares de árvores plantadas na província

Adolfo Mundombe | Huambo

Mais de 30.000 árvores, entre eucaliptos, casuarinas, pinheiros e cedros, vão ser plantadas, durante este ano, em várias localidades da província do Huambo, anunciou ontem o director do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF).

A floresta é um património da sociedade
Fotografia: Dr

Mais de 30.000 árvores, entre eucaliptos, casuarinas, pinheiros e cedros, vão ser plantadas, durante este ano, em várias localidades da província do Huambo, anunciou ontem o director do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF).
Andrade Baú referiu que os municípios do Londuimbali, Caála e Ecunha, a comuna de Cumbila e o sector de Cambiote, nos arredores da cidade do Huambo, vão ser as zonas beneficiadas.
O projecto começou no ano passado, no município do Bailundo. Este ano, o programa chega ao Londuimbali, numa extensão de 30.000 hectares, e na Caála, com a plantação de 2.500 espécies, no Centro de Multiplicação de Suínos, além de 500 árvores, na Ecunha.
 O objectivo deste programade plantação de árvores , disse o director provincial do Instituto de Desenvolvimento Florestal, é actuar nas áreas mais exploradas, com vista à reposição da cintura verde.
Andrade Baú disse que, para além da campanha de plantação de árvores, o Instituto de Desenvolvimento Florestal distribuiu, este ano, 20.000 plantas aos agricultores, fazendeiros e a Organizações Não Governamentais.Está ainda prevista a arborização da Sacahala, arredores da cidade do Huambo, numa parceria com a Direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher, no âmbito do programa “Março Mulher”, por ser uma das áreas mais atingidas pela exploração ilegal de madeira.

 Exploração anárquica

O director provincial do Instituto de Desenvolvimento Florestal salientou que as campanhas vão prosseguir, também, nas áreas do Sanguengue, no município do Catchiungo e no perímetro florestal do Mundundu, no Ucuma.
Nestas localidades, a direcção do Instituto de Desenvolvimento Florestal está preocupada com a exploração anárquica das florestas, sem o consentimento do Instituto de Desenvolvimento Industrial de Angola (IDIA), entidade responsável pela área.A floresta natural do Huambo está a ser danificada por causa do corte de árvores para o fabrico de carvão, principalmente ao longo das vias de acesso às outras províncias.Andrade Baú avisa que “toda a pessoa que precisar de explorar determinada área florestal deve fazê-lo, no quadro da Lei, a começar pela sua legalização nas administrações municipais e na direcção provincial do Instituto de Desenvolvimento Florestal”.
Pediu às autoridades tradicionais e membros da sociedade civil para passarem a mensagem à população sobre a importância da preservação das florestas e a sua importância como património da sociedade.

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