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Milhares de famílias camponesas recebem apoio

Mário Clemente | Huambo

Mais de 100 mil famílias camponesas beneficiaram de apoios com meios para a agricultura na campanha 2009/2010 do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), na província do Huambo, revelou o chefe de departamento da instituição, Emetério Tiago.

Camponeses estão a ser apoiados visando o aumento da produção no âmbito do programa de combate à fome nas comunidades
Fotografia: Jornal de Angola

Mais de 100 mil famílias camponesas beneficiaram de apoios com meios para a agricultura na campanha 2009/2010 do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), na província do Huambo, revelou o chefe de departamento da instituição, Emetério Tiago.
Durante a campanha agrícola 2009/2010, explicou, “milhares de camponeses receberam catanas, enxadas, charruas, limas, carroças, fertilizantes e sementes para melhorarem as suas actividades e aumentarem os níveis de produção”.
Emetério Tiago frisou que o Instituto de Desenvolvimento Agrário além dos camponeses também apoiou os produtores singulares e as empresas agrícolas familiares na preparação de terras, mediante um acordo rubricado entre o instituto e a Mecanagro, que prepara mecanicamente as terras.
“O Instituto de Desenvolvimento Agrário já atingiu 1.500 aldeias e a sua intervenção faz-se sentir também nos grupos organizados como cooperativas e associações de camponeses”, disse Emetério Tiago, acrescentando que a intervenção da instituição está totalmente virada para os camponeses pequenos agricultores, no âmbito do Programa de Extensão e Desenvolvimento Rural.
Emetério Tiago disse que os resultados da campanha agrícola foram afectados, devido à crise financeira e económica mundial, mas considerou positiva a intervenção do Instituto de Desenvolvimento Agrário, tendo em conta que os rendimentos das principais culturas como milho e feijão estão nos 82 por cento.
“Podemos considerar que para as principais culturas, milho e feijão, não temos muito a lamentar, apesar das insuficiências dos meios para a campanha”, frisou, sublinhando que houve uma falta generalizada de fertilizantes.
O chefe do departamento provincial do Instituto de Desenvolvimento Agrário disse que os camponeses tradicionalmente apenas produzem para o auto consumo e isso permitiu manter a fertilidade natural dos solos e daí os bons resultados da campanha, mesmo com a falta de fertilizantes em grande escala.

Acesso ao crédito

“Para a campanha agrícola 2010­/­2011, os camponeses vão ter acesso ao crédito e se for necessário, compram os fertilizantes necessários”, explicou Emetério Tiago. Mais de duas mil famílias vão receber crédito agrícola nesta campanha na localidade de Petróleo, arredores da cidade do Huambo. O programa permite estimular a produção agrícola, ao garantir aos pequenos produtores a capacidade de aumentar as áreas de produção e as colheitas. Os pequenos produtores agrícolas organizados em 76 associações nas comunas da  Kalima e Tchipipa, no Huambo, já foram abrangidos na primeira fase do programa.
A comuna sede do Huambo vai beneficiar de 127 milhões de kwanzas para apoiar 1.314 camponeses, enquanto a Calima recebe 22 milhões de kwanzas para 550 camponeses e a Tchipipa 27,8 milhões de kwanzas para apoiar 600 camponeses.
“A intervenção para o ano agrícola 2010/2011 está virada também para a organização das comunidades, as associações e cooperativas e para a assistência técnica, porque o importante não é as pessoas terem acesso ao dinheiro ou aos bens adquiridos com o crédito, mas sim o apoio técnico, para atingirem os objectivos”, disse Emetério Tiago.

Extensão rural

O Instituto de Desenvolvimento Agrário foi fundando a 22 de Julho de 1989 e desde sempre teve como grupo alvo os camponeses. Nos últimos anos, com o fim da guerra, o Conselho de Ministros aprovou um Programa de Extensão e Desenvolvimento Rural, que na província do Huambo foi lançado em 2005, na comuna do Lunge, município do Bailundo, com o propósito de atingir 208.800 famílias.
O Instituto Desenvolvimento Agrário província do Huambo apoia na província do Huambo mais de três mil pequenos produtores e tem registadas 712 associações e 122 cooperativas.

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