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Milhares de hectares no Huambo sem minas e prontas para o cultivo

Adolfo Mundombe | Huambo

O trabalho de desminagem de milhares de hectares para cultivo e construção civil na província do Huambo, iniciado em Janeiro, está concluído, disse ontem, ao Jornal de Angola, o chefe de departamento do Instituto Nacional do sector.

Empresas de construção de estradas e camponeses podem agora trabalhar em segurança
Fotografia: Jornal de Angola

O trabalho de desminagem de milhares de hectares para cultivo e construção civil na província do Huambo, iniciado em Janeiro, está concluído, disse ontem, ao Jornal de Angola, o chefe de departamento do Instituto Nacional do sector.
Victor Jorge afirmou que no primeiro trimestre foram desminados cerca de 449.794 metros quadrado nas comunas de Sambo, Samboto, Tchinhama e no sector de Kangombe, no município da Tchikala Tcholohanga. As reservas fundiárias e as bermas de estradas nos troços Tchikala Tcholohanga/Kangombe, Sambo e Samboto foram livres de minas, afiançou o responsável, que referiu que estão a ser removidos de engenhos na reserva fundiária da sede da vila.
Na cidade do Huambo, declarou, decorrem acções de desminagem na reserva fundiária do sector do Cambiote, na área onde está a ser construída a Cidade Universitária.
Victor Jorge, que considerou o trabalho positivo e suficientes os recursos humanos e meios logístico e técnicos, disse que o INAD no Huambo não tem problemas, pois em Junho foram recrutados 26 jovens que aguardam por colocação.
No Huambo operam nas áreas de desminagem empresas públicas e privadas, o INAD, Hallo Trust, PAFRAM, R.R.S e a PACOMINAS.  O INAD também realiza, em colaboração com as comunidades, sobretudo em aldeias e escolas, acções de sensibilização sobre os riscos de minas.
“Podemos pensar que já não há perigo de minas, mas ainda existem, porque a desminagem em curso é mais para garantir a segurança às empresas construtoras, nas estradas, caminhos-de-ferro e barragens, faltam ainda as áreas adjacentes”, alertou.

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