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Milhares de plantas disponíveis na região

Justino Vitorino | Huambo

Cerca de 11.000 plantas, entre eucaliptos, cedros e pinhos em viveiros, estão sob tutela da Direcção Provincial do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) do Huambo, para serem usadas brevemente, durante uma campanha de reflorestação, informou quinta-feira o chefe da fiscalização florestal e serviços técnicos.

Campanha de repovoamento florestal no Huambo vai dar primazia às áreas mais afectadas pelos constantes cortes anárquicos de árvores
Fotografia: Rogério Tuti | Edições Novembro

Adilson dos Santos adiantou que a campanha faz parte do processo de reflorestação que o IDF tem vindo a desenvolver, desde o ano passado, para evitar a desertificação que pode ser causada ao longo dos anos pelo aumento do abate indiscriminado de árvores na província.
O chefe da fiscalização florestal do IDF do Huambo disse que o abate anárquico de árvores está a criar problemas ambientais, com destaque para a desflorestação, erosão dos solos, surgimento de ravinas, seca e diminuição da produtividade agrícola, tendo em conta  infertilidade dos solos.
A alteração do ciclo hidrológico, contaminação das águas e as alterações climáticas são outros problemas ambientais que a província tem estado a registar, nos últimos tempos, por causa do abate indiscriminado de árvores.
Além de campanhas de reflorestação, Adilson dos Santos informou que o Governo Provincial vai tomar duras medidas contra os cidadãos que insistirem em cortar indiscriminadamente as árvores nos polígonos existentes, não importe a situação que os leva à esta atitude condenável.
“Há   urgência de se pôr cobro à situação, razão pela qual o governo começou já a fazer diligências para conter o corte indiscriminado das árvores e proteger os polígonos florestais existentes na província”, referiu o responsável.
 Adilson dos Santos acrescentou que a prioridade vai ser o repovoamento das áreas mais afectadas pelos constantes cortes indiscriminados de árvores, feito, muitas vezes, com objectivo de aproveitamento de carvão.
“O IDF tem sérias dificuldades para fiscalizar as florestas, por possuir poucos técnicos para uma região com várias florestas e polígonos alvos de exploração massiva e ilegal de madeira, por exemplo”.

Apelo aos empresários

Aos empresários madeireiros, o responsável do IDF lançou um apelo no sentido de se esforçarem mais e repovoarem as áreas a si adjudicadas para a exploração da madeira, com vista a garantirem a sustentabilidade dos recursos florestais.
Adilson dos Santos referiu que o não repovoamento das áreas de exploração da madeira coloca em risco a continuidade das florestas no Planalto Central.
“O sector florestal da nossa região necessita de uma classe empresarial forte, facto que exige organização para que contribuam na diversificação da economia e combate aos exploradores ilegais dos recursos florestais”, concluiu   Adilson dos Santos.

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