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Modelo de recolha de lixo é implementado no Huambo

Adolfo Dumbo | Huambo

A recolha de resíduos sólidos, na cidade do Huambo, vai ser feita no período que vai das 17 às 20 horas, de acordo com o novo modelo, que entrou em vigor, anunciou ontem o vice-governador provincial para o sector Político e Social.

Doravante os munícipes devem depositar o lixo nos contentores em horários definidos uma forma encontrada para evitar doenças
Fotografia: JAImagens

Guilherme Tuluca explicou que o novo modelo de recolha de lixo vai possibilitar a restituição de contentores nas ruas e em áreas indicadas pela Administração Municipal do Huambo, com vista a melhorar em grande escala a questão do saneamento básico.
O vice-governador informou que, além do Governo, o processo deve envolver forças militares e policiais, estudantes, igrejas, associações juvenis e população em geral, para manter a capital do planalto central cada vez mais limpa, atraente e bonita.
“A partir de agora, os munícipes devem depositar o lixo nos contentores em horários apropriados”, disse o vice-governador que salientou que os meios disponíveis de recolha e a colaboração dos cidadãos vão ajudar a eliminar a imundície que se regista na cidade.
Para o êxito deste novo modelo, disse que foram traçadas várias estratégias, com destaque para a sensibilização massiva dos cidadãos, através dos órgãos de comunicação social, sobre o plano do governo provincial e da administração municipal, no sentido de o lixo deixar de ser um problema nas ruas da cidade do Huambo. Guilherme Tuluca disse ser necessário que os cidadãos aprendam a cuidar do lixo de maneira racional, referindo que os resíduos devem ser controlados pelas famílias, até estarem em condições de ser depositados nos locais apropriados. Com base nos estudos feitos, o administrador municipal do Huambo, Irineu Sacaála, avançou áreas de Kapango, Cacilhas Norte, Largo Wasanjuka e a rua do Comércio como os principais focos de lixo a nível da cidade.
Por isso, disse o administrador municipal, a partir de agora, os moradores das referidas zonas devem “arregaçar as mangas” para cuidarem dos espaços onde são depositados os resíduos sólidos e evitarem danos à saúde pública. Irineu Sacaála avançou que estão disponíveis meios que vão dar resposta à redução do lixo na cidade, daí apelar aos munícipes e ao empresariado local para uma maior colaboração no sentido de ajudarem a manter a cidade limpa.
O administrador afirmou que tudo depende da consciência do cidadão, pois as empresas que se dedicavam à recolha de lixo deixaram de funcionar devido à crise financeira que assola o país, mas que tudo pode funcionar com a cooperação dos munícipes.

Aterro sanitário

O vice-governador para o Sector Técnico e Infra-estruturas, Francisco Calunga Quissanga, esclareceu que  estão a ser criadas as condições para a conclusão total do aterro sanitário do Huambo.
Os trabalhos de construção do aterro sanitário, localizado na aldeia de Catenguenha, estão na sua terceira fase e brevemente arranca a nova etapa.
Calunga Quissanga explicou que o lixo vai já chegar ao referido aterro de uma forma seleccionada, isto é, separado o orgânico do inorgânico.
O vice-governador provincial esclareceu que as estimativas apontam que a cidade do Huambo produz até 420 toneladas de lixo por dia.

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