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Mortes por malária reduzem em Catabola

Justino Victorino | Catabola

O índice de mortes por malária a nível da comuna de Catabola, município do Longonjo, baixou de 20 para sete casos por mês, graças ao trabalho de sensibilização realizado pelas autoridades sanitárias junto dos bairros, escolas e igrejas.

Atendimento médico e medicamentoso melhorou consideravelmente na comuna de Catabola o que deixa os habitantes satisfeitos
Fotografia: Francisco Lopes

O chefe de repartição comunal de Saúde de Catabola, Celestino Carlos, disse ainda que a melhoria do saneamento do meio, a construção de latrinas, o uso regular de mosquiteiros para crianças menores de cinco anos e mulheres grávidas são factores que têm contribuído para a redução de óbitos.
A situação vai melhorar ainda, em função da aposta que o sector está a fazer na construção de postos e centros de saúde de referência, com vista a aproximar cada vez mais estes serviços às populações.
Com isso, as autoridades pretendem igualmente diminuir as dificuldades que as populações enfrentavam para ter acesso aos serviços de saúde, uma vez que são obrigadas a percorrer longas distâncias.
Neste momento, o chefe de repartição avançou que a rede sanitária de Catabola é sustentada por um posto de saúde, localizado na povoação de Cambinda e um centro a nível da sede da comuna, que tem capacidade de internamento de dez camas. Até ao momento, o único centro de referência, que se encontra na sede comunal, tem igualmente atendido as populações com casos complicados da comuna do Mundundo, no município do Ucuma.
O atendimento médico e medicamentoso está garantido, mas o chefe de repartição da Saúde da comuna pretende o aumento da rede sanitária, principalmente em algumas aldeias muito distantes da sede.
Um grupo de 17 trabalhadores, entre médicos, enfermeiros auxiliares e gerais, pessoal de apoio hospitalar asseguram o funcionamento da rede sanitária em Catabola, mas o responsável a­pela para o aumento de técnicos, no sentido de se travar as doenças diarreicas agudas, respiratórias, malária, parasitoses intestinais e bronquite, as principais enfermidades.
Em tempos de grande agitação, salienta Celestino Carlos, o centro de saúde comunal chega a atender, em média, mais de 80 pacientes diariamente em consultas externas de pediatria, maternidade, cirurgia, além de banco de urgência, puericultura, laboratório e outras áreas.
As duas unidades clínicas, que têm sido abastecidas regularmente com medicamentos e outros meios, precisam ainda de médicos residente e de ambulâncias. Neste momento, as duas unidade contam com o apoio de uma carrinha, para auxiliar as actividades hospitalares, transporte dos médicos, na sua maioria de nacionalidade cubana, que se deslocam à comuna uma vez por semana.

Serviço de maternidade 


Celestino Carlos sublinhou que durante o primeiro semestre deste ano, pelo menos 121 partos foram realizados na secção da maternidade do centro de saúde. O chefe de repartição da Saúde informou ainda que 30 crianças são assistidas diariamente nos serviços de pediatria de Catabola.
O Governo Provincial está empenhado em inverter o quadro actual do sector da saúde, melhorando a assistência médica e medicamentosa às populações nas comunidades.
No âmbito do Programa de Investimentos Públicos (PIP) do Governo Provincial, prevê-se a construção na sede de um centro de saúde, no próximo ano. O mesmo vai ter capacidade para internar 30 doentes.
A aplicação do programa provincial da saúde "Uhayele vimbo", o mesmo que "Saúde na aldeia”, em português, está a possibilitar aos cidadãos fazer as consultas médicas mais próximo das suas residências.

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