Províncias

Mototaxistas solicitam mais apoio

Marcelino Wambo | Huambo

O governador provincial do Huambo aconselhou no domingo os mototaxistas, vulgo kupapatas, a legalizarem a sua actividade.

Vista parcial da cidade do Huambo onde os mototaxistas estiveram reunidos com o governador
Fotografia: Francisco Lopes| Edições Novembro | Huambo

João Baptista Kussumua fez este pronunciamento durante um encontro com os kupapatas associados, com o objectivo de auscultar as suas preocupações, assim como procurar soluções para as dificuldades no exercício da actividade de táxi na província.
“Devem tratar da documentação necessária, como carta de condução, livrete, título de propriedade, seguro, licença de aluguer, taxa de circulação e o pagamento regular de impostos, para evitar multas a serem aplicadas pelos agentes de trânsito.”
No Huambo, a actividade de mototaxista é exercida por muitos cidadãos chefes de famílias.
Ao intervir no encontro, com mais de 1.500 associados, o governador provincial referiu que, para melhor exercer o trabalho de mototaxista, sem quaisquer impedimentos, o cidadão precisa de estar habilitado, ter domínio do veículo e estar sempre acompanhado de dois capacetes de protecção.
O mais alto mandatário da província recomendou às autoridades da Polícia de Trânsito para, num período não superior a um mês, solucionarem o problema de cartas, livretes de condução e outros documentos dos associados para facilitar a sua actividade. João Baptista Kussumua pediu  aos agentes de trânsito moderação na sua actuação, não exagerar na aplicação das leis e regulamentos que regem o Código de Estrada.
“Trabalhar com o povo e para o povo deve ser a palavra de ordem de qualquer governante, para melhor servir para o bem-estar das famílias ”, sublinhou o governador João Baptista Kussumua, ao mesmo tempo que pediu colaboração dos cidadãos na denúncia de casos de atropelos às leis por agentes destacados nas vias, para regular e ordenar o trânsito. O presidente da Associação dos Motoqueiros (Amotrang) no Huambo, Frederico Fernando, disse que mais de 12.000 associados, dos onze municípios da província, já receberam as suas cartas de condução desde 2015, depois de terem sido submetidos aos exames de condução pela Unidade de Viação e Trânsito.
Frederico Fernando apontou a falta de  nível de escolaridade de muitos associados como um problema grave, que levou ao indeferimento de processos de muitos motoqueiros no acesso aos exames para aquisição da carta ou outro documento que os habilite ao exercício de condução.

Tempo

Multimédia