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Novas infra-estruturas sociais mudam vila do Mungo

Justino Vitorino | Mungo

A vida na vila do Mungo, na província do Huambo, está a mudar, com o surgimento e execução de várias obras sociais na circunscrição, com destaque para construções de carácter definitivo, constatou o Jornal de Angola.

Várias ruas e ruelas da vila do Mungo estão a ganhar um novo aspecto com a execução de obras de reabilitação e ampliação
Fotografia: Francisco Lopes | Huambo

Entre os vários empreendimentos, destaca-se a construção de residências, lojas, escolas e de estradas secundárias, além da reabilitação e melhoria de ruas e ruelas.
Aos poucos, a preocupação de acomodação dos quadros é ultrapassada, com a construção e requalificação de outras no sentido de acolher funcionários públicos.
Além do aumento de instituições escolares e postos de saúde, as autoridades realizaram obras de ampliação e apetrechamento com meios modernos do único hospital de referência, no âmbito das acções de melhoria do atendimento aos pacientes.
Dentro em breve, os munícipes ganham outros novos serviços sociais básicos e um balcão de um banco comercial, o que vai evitar as deslocações aos municípios do Bailundo, Huambo ou Andulo, para que façam movimentos bancários.
No quadro do seu programa, o Governo Provincial do Huambo pretende, no próximo ano, estender a maioria dos serviços essenciais para as localidades distantes dos centros urbanos e melhorar os já existentes.
Outras obras em curso são a reabilitação do sistema de captação e abastecimento de água e a melhoria da energia eléctrica, assim como vários chafarizes estão a ser montados nos diferentes pontos da vila. Em função destes trabalhos, o percurso rodoviário Huambo/Mungo, numa distância de cerca de 160 quilómetros, é agora percorrido com maior facilidade, constatou-se.
A maioria dos sectores sociais e económicos do município regista crescimentos significativos, com grande incidência sobre a actividade comercial, que vive um dinamismo nunca visto antes, como disse o administrador do Mungo, Francisco Carlos Martins.
A abertura do troço rodoviário Mungo/Calussinga, já na província do Bié, permite que as viaturas que saem do Huambo cheguem a Malanje e ao município do Mussende (Cuanza Sul) sem terem de passar pela cidade do Cuito.
Francisco Martins reconheceu que a obra é um dos maiores ganhos da região, pois está a facilitar as trocas comerciais entre os produtores e comerciantes do Huambo e das províncias do Bié, Malanje e Cuanza Sul.
O Executivo e o Governo Provincial vão dar continuidade aos programas de reabilitação e construção de novas infra-estruturas sociais, para atender as necessidades e bem-estar da população.

Ensino e saúde

O administrador Francisco Martins apontou o sector do ensino como um dos que mais progressos registaram, em função dos grandes investimentos feitos anualmente pelo Governo.
O município dispõe de todos os níveis de ensino, desde a iniciação à 12ª classe, estando a administração a envidar esforços para aumentar o número de alfabetizadores nas zonas de maior concentração populacional.
No ano passado, foi construída na vila uma escola do II ciclo do ensino secundário, com 26 salas de aulas, o que permitiu a inserção de mais crianças e jovens no sistema normal de ensino.
Neste ano lectivo, o número de professores aumentou de cerca de 400 para 970.
Quanto aos serviços sanitários, houve igualmente uma melhoria considerável em relação aos anos anteriores, com a expansão da rede e o aumento de técnicos para o sector.
Este facto permitiu o descongestionamento do único hospital de referência existente na altura na região.
Além de aumentar os serviços, o hospital municipal do Mungo viu alargada de 20 para 32 camas a sua capacidade de internamento e o seu funcionamento é assegurado por 84 trabalhadores, entre técnicos, enfermeiros auxiliares, gerais, pessoal de a­poio e dois médicos, sendo um deles de nacionalidade cubana.
O saneamento do meio, a construção de latrinas e a distribuição de mosquiteiros às crianças menores de cinco anos e mulheres grávidas contribuíram para a redução da malária.
Em momentos de grande agitação, o Hospital Municipal chega a atender, em média, cerca de 80 pacientes por dia, em consultas externas de pediatria, maternidade, cirurgia, banco de urgência, puericultura e laboratório.
A unidade hospitalar, além de atender as populações da sede, acode também casos complicados provenientes da única comuna do Mungo, o Cambuengo. Uma carrinha de apoio serve para auxiliar as actividades hospitalares, além de transporte para os médicos. O município tem actualmente uma morgue, com seis gavetas, e um centro de aconselhamento familiar.
As populações da vila e de alguns bairros são abastecidas pela energia produzida por um grupo gerador de 500 KVA, entre as 18h00 e as 23h00.
O administrador local afirma que é ainda fraca a prestação deste serviço de distribuição de energia eléctrica, uma vez que a população cresce e surgem novos consumidores.
Este serviço precisa de ser reforçado, tendo em conta o crescimento da população. "Já existe uma garantia de aumentar mais um grupo gerador. Vamos esperar", rematou.

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