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Novas vias facilitam escoamento de bens

ESTÁCIO CAMASSETE | Alto Hama

A Administração Comunal do Alto Hama, município de Londuimbali, província do Huambo, está a abrir novas estradas para facilitar o escoamento de produtos do campo para os grandes centros urbanos.

Estão a ser criadas condições técnicas que impeçam que os produtos agrícolas aprodeçam nas zonas de cultivo da província do Huambo
Fotografia: Jornal de Angola

A administradora comunal, Carlota Tchilonga, disse terça-feira que se pretende transformar a localidade de Alto Hama, que se encontra numa zona estratégica entre o norte, sul, litoral e leste do país, num dos maiores fornecedores de produtos agrícolas da região, por reunir condições climatéricas para uma agricultura em larga escala.
“A comuna tem a vantagem de possuir solos férteis, está a desenvolver-se e precisa de reabilitar todas as suas vias de acesso para viabilizar o escoamento dos produtos do campo para sede e daí para os centros comerciais”, referiu a administradora Carlota Tchilonga.
A responsável acrescentou que a rede comercial vai ser dinamizada nas zonas rurais, com os homens de negócios a criarem mais espaços e lojas para a troca directa com a população.
Carlota Tchilonga notou que, de forma paulatina, os camponeses estão a passar da produção para o consumo familiar para a comercialização dos excedentes, o que aumenta os rendimentos.
“Neste momento, verifica-se uma maior actividade na sede da comuna e precisamos que o comércio se faça sentir também nas aldeias porque é de lá que vem o que se consome nas cidades”, alertou.  A administradora comunal garantiu que o sector da educação conhece avanços consideráveis e que, neste ano lectivo, estão matriculados mais de sete mil alunos em 13 escolas de ensino primário e duas do I e II ciclo.
Referiu que a localidade precisa de mais de 68 professores. “Apesar de não haver muitos problemas em relação às escolas, vamos continuar a erguer mais infra-estruturas, pois todos os anos entram novas crianças para o sistema de ensino”, sublinhou a administradora, garantindo que as 1800 crianças fora do sistema de ensino vão ser inseridas.
As zonas rurais, acrescentou a administradora, têm vindo a conhecer a extensão da rede sanitária com a construção de postos e centros de saúde nas ombalas para desafogar o hospital comunal do Alto Hama. As doenças respiratórias, diarreicas e paludismo são as principais preocupações para as autoridades sanitárias da comuna do Alto Hama, que clamam por mais técnicos de saúde e médicos.
Com 64 aldeias, a comuna do Alto Hama tem uma população estimada em mais de 26 mil habitantes.

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