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Núcleo dos engenheiros do Huambo está preocupado com a desmatação

Adolfo Mundombe | Londuimbali

O núcleo da Ordem dos Engenheiros de Angola no Huambo mostrou-se preocupado com o aumento da desmatação na província, por considerar uma das causas principais da degradação do ambiente e dos solos.

Muitas florestas no Huambo estão a ser destruídas por pessoas que se dedicam ao abate indiscriminado de árvores
Fotografia: Jornal de Angola

O núcleo da Ordem dos Engenheiros de Angola no Huambo mostrou-se preocupado com o aumento da desmatação na província, por considerar uma das causas principais da degradação do ambiente e dos solos.
Numa palestra realizada na terça-feira, no município do Londuimbali, o engenheiro Anaz Vidro disse que o derrube das árvores pode comprometer as gerações vindouras, com a criação de efeitos negativos na atmosfera.
“Devemos mobilizar a sociedade, nas aldeias, onde a prática de abate de árvores para o fabrico do carvão é maior”, afirmou o especialista. Anaz Vidro referiu ser necessária a criação de um elo de ligação entre o núcleo da ordem e as autoridades locais, de modo a que possam participar também no desenvolvimento do município.
Na ocasião, o orador André Njamba aconselhou a população, autoridades tradicionais, educadores e responsáveis de outras instituições sociais para ajudarem a combater o abate indiscriminado de árvores, tendo em conta as suas consequências no futuro.
Para inverter o quadro, disse, é dever de todos a reposição e o maneio florestal, colocar em prática a legislação protectora, com a criação de reservas florestais, bem como a protecção total e exploração da floresta de uma maneira racional e controlada.
“Devemos tomar medidas exactas para oferecer alternativa aos produtos obtidos pela desflorestação e dar a conhecer a todos o que é a desmatação e as suas consequências”, alertou.
O administrador municipal, Evaristo Lucas Ulombe, disse que o abate anárquico de árvores tem sido um problema sério na circunscrição e urge a necessidade de se pôr cobro à actividade. “O aquecimento global deve-se em grande parte às queimadas e abate indiscriminado de árvores. Deve-se encontrar mecanismos para se acabar com essas práticas”, disse.            
 
Água mineral "Alto Hama"

O responsável da empresa de enchimento de água mineral “Alto Hama”, Hermany Gustavo de Almeida, disse que a unidade fabril entra em funcionamento em Março de 2011 e também vai produzir sumos, na localidade do Alto Hama.
Segundo Hermany Gustavo de Almeida, a fábrica está orçada em 12 milhões de dólares norte-americanos e tem a capacidade para encher 30 mil garrafas de meio litro por hora, no primeiro ano. “Vamos aumentar o caudal para a captação de mais água e ter maior capacidade produtiva”, afirmou.
O projecto engloba engarrafamento e produção de sumos e a construção de um hotel com quarenta quartos. Hermany Gustavo de Almeida realçou que a fábrica vai empregar, de Março a Junho, mais de 30 trabalhadores e passará a 130, no quarto semestre de 2011.

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