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O alargamento da rede sanitária leva cuidados médicos ao interior

Justino Vitorino|Cachiungo

O sector da saúde no município do Cachiungo está a dar passos significativos, com o alargamento da rede sanitária aos pontos mais isolados, o que evita as longas deslocações dos doentes para a sede municipal.

O município do Cachiungo está dotado de equipamentos modernos que ajudam a promover a qualidade de vida das populações
Fotografia: Francisco Lopes

O sector da saúde no município do Cachiungo está a dar passos significativos, com o alargamento da rede sanitária aos pontos mais isolados, o que evita as longas deslocações dos doentes para a sede municipal.

António Malaquias, chefe da secção de recursos humanos do sector da saúde do município do Cachiungo, informou que a rede sanitária é constituída por 11 unidades sendo a mais importante o Hospital Municipal, com capacidade para internar 60 doentes. Nos anos de paz foram construídos três centros e sete postos de saúde.
A administração está neste momento a construir mais três postos de saúde nas aldeias de Saemba, Punda e Calunda, todos com capacidade para atender diariamente entre 15 a 20 pacientes. Apesar do aumento de unidades sanitárias, António Malaquias diz que há necessidade de construir ou ampliar mais centros e postos de saúde no município do Cachiungo “porque ainda existem pessoas que continuam a percorrer longas distâncias à procura de cuidados de saúde”.
O sector da saúde no município do Cachiungo tem ao serviço 274 técnicos, entre médios, básicos e auxiliares. Precisa de mais 50 enfermeiros, para fazer face à actual procura da população.
O chefe de secção dos recursos humanos da Saúde informou que o município conta apenas com um médico, o que tem provocado transtorno às populações: “precisamos de mais médicos, com urgência, para reforçar o quadro clínico”.

Malária em queda

 A mortalidade por malária está a diminuir no município do Cachiungo. As autoridades sanitárias este ano não registaram nenhuma morte materna, fruto do sucesso do programa de combate à malária, com destaque para a distribuição de mosquiteiros às mulheres grávidas, além da realização de palestras de sensibilização junto das comunidades.     
António Malaquias disse que um dos desafios do sector é a criação de laboratórios independentes dos centros de saúde nas comunas de Chiumbo e Chinhama, para facilitar o diagnóstico das patologias mais frequentes e aumentar o número de postos e centros de saúde nas zonas rurais.   
“Temos necessidade de mais técnicos e quanto ao quadro epidemiológico, durante esta época das chuvas, as doenças mais frequentes são a malária, diarreias agudas, doenças respiratórias e parasitoses intestinais”, informou António Malaquias.  De Janeiro ao final de Fevereiro deste ano, 444 casos de malária foram diagnosticados no Hospital municipal do Cachiungo.  
                  
Falta de ambulâncias
 

O centro materno infantil não dispõe de ambulância própria. As evacuações para a cidade do Huambo são feitas com a ambulância do Hospital Municipal. Os casos mais complicados de resolver têm a ver com o transporte de doentes da comuna da Chinhama para a sede do município. A administração prevê, nos próximos tempos, atribuir uma ambulância a cada comuna,  parar melhorar a qualidade dos serviços de saúde.

Escola profissional

O sector da Educação do município do Cachiungo tem 705 escolas do Iº e 2º ciclos do ensino primário e um Instituto Médio Politécnico, construído de raiz, com capacidade para 700 alunos em dois turnos.
A rede escolar é assegurada por 735 professores, distribuídos pelas comunas de Chinhama, Chiumbo, sede municipal e algumas aldeias. Este ano lectivo, foram matriculados 41.900 alunos, desde o ensino primário até ao ensino médio. “O drama é que quatro mil crianças estão fora do sistema normal de ensino, devido ao número reduzido de professores”, disse o inspector escolar do sector municipal da Educação, Wilala Leonardo.
 Para fazer face à situação, o sector necessita de pelo menos mais 100 professores, principalmente do ensino primário, onde se verifica insuficiência de docentes, e a construção de mais escolas, para acolher crianças que até agora recebem aulas em locais com más condições.
O Programa de Intervenção Municipal do Cachiungo prevê para este ano a construção de uma escola do primeiro ciclo do ensino secundário, com 12 salas e capacidade para 900 alunos em dois turnos.
 Quanto à distribuição de material didáctico, o inspector Wilala Leonardo afirmou que a Direcção Provincial da Educação do Huambo já entregou todos os livros e agora está a ser feita a sua distribuição gratuita nas escolas.
 O município do Cachiungo tem duas associações e cooperativas de camponeses. Durante a campanha agrícola, 3.500 famílias camponesas receberam do Governo Provincial do Huambo ferramentas e adubos.
A chefe da secção para a área económica e produtiva, Natália Chingola Abel, disse ao Jornal de Angola que a entrega dos fertilizantes e ferramentas visa aumentar as áreas de cultivo, com vista a garantir a segurança alimentar na região.
No âmbito do programa de microcrédito lançado pelo Executivo com o apoio das instituições bancárias, duas cooperativas agropecuárias do município foram abrangidas pelo projecto: a Monte Negro, da Epunda, na sede, e a cooperativa Elavoco. Receberam 11 milhões de kwanzas, cujo reembolso depende dos índices de produção.
No âmbito do Programa Água para Todos já foram instalados na sede municipal e bairros periféricos 11 furos que abastecem 12 mil famílias. O chefe da repartição de fiscalização do Cachiungo, Pedro Augusto, disse ainda que para além do Projecto Água para Todos, está em curso a construção de chafarizes nas comunas de Chiumbo e Alto Chiumbo.  
A iluminação pública na sede municipal está garantida. A vila tem um grupo gerador de 500 KVS em funcionamento. O fornecimento de corrente eléctrica vai das 18h00 até às 23h00, afirmou Pedro Augusto.

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