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Odebrecht nega responsabilidade

Marcelino Dumbo | Huambo

A empresa de construção civil Odebrecht presta apoios sociais às populações, em caso de acidentes durante a execução das suas obras, no quadro dos contratos com o Governo angolano, afirmou, na cidade do Huambo, o responsável da empresa para a área de imprensa, Wilson Narra.

Construtora brasileira desenvolve projectos no Huambo e em outras cidades
Fotografia: Jornal de Angola

A empresa de construção civil Odebrecht presta apoios sociais às populações, em caso de acidentes durante a execução das suas obras, no quadro dos contratos com o Governo angolano, afirmou, na cidade do Huambo, o responsável da empresa para a área de imprensa, Wilson Narra.
O responsável prestava esclarecimento ao Jornal de Angola, na sequência de notícias que circularam na província do Huambo, segundo as quais a lagoa onde se afogou a menina de oito anos, no dia 20 de Maio, na aldeia do Chenga, município do Ukuma, foi provocada por escavações feitas pela empresa.
“Prestamos todo o tipo de apoio às famílias, quando as causas de acidentes são da nossa responsabilidade. No caso que circulou na imprensa nacional, não prestámos qualquer apoio, porque as escavações não são da nossa empresa”, esclareceu Wilson Narra.
Acrescentou que se deslocaram ao lugar do infortúnio e conversaram com o pai e um tio da malograda, tendo se concluído que a lagoa não foi provocada por escavação da Odebrecht.
Wilson Narra confirmou que a Odebrecht está a levar a cabo obras na Estrada Nacional Huambo/Benguela, mas disse desconhecer que a empresa esteja a fazer escavações na região.
A menor, que aparentava ter oito anos de idade e se chamava Maria da Conceição, morreu no passado dia 20 de Maio na lagoa localizada nos arredores do Chenga, bairro próximo da linha do Caminho-de-Ferro de Benguela naquele município.
O Sindicato dos Trabalhadores da Educação, Cultura, Desporto e Comunicação Social constituiu, na quinta-feira, na cidade do Huambo, o Comité Sindical dos Trabalhadores Reformados.
O director provincial do sindicato disse que a constituição do comité “teve como base manifestações de desespero de muitos reformados, que se sentem abandonados e sem qualquer defesa”.
“ Com este passo, estamos a valorizar aqueles homens e mulheres que, enquanto estiveram no activo, deram o melhor de si, na formação do homem novo e no desenvolvimento do país, nos mais variados domínios”, adiantou Adriano dos Santos. 
 O Comité Sindical tem como atribuições a transmissão de experiências, através de seminários, colóquios e debates sobre várias questões de interesse público.

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