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Ombala do Forte da Quissala é requalificada

Adolfo Mundombe | Huambo

A Ombala do Forte da Quissala, na cidade do Huambo, no Planalto Central, vai em breve ser alvo de obras de requalificação, para dignificar a figura da autoridade tradicional na sociedade angolana.

Ângulo da cidade do Huambo que vai passar a contar com mais infra-estruturas de impacto social
Fotografia: Jornal de Angola

O chefe de Departamento do Património da Direcção provincial da Cultura do Huambo, João Afonso, disse ontem que na área onde se localiza a Ombala vão ser erguidos o Palácio do rei, mausoléus, casas para regedores e sobas, escolas de formação profissional, posto de saúde, lar para idosos e casa para acolher crianças desamparadas.
O objectivo é reconstruir os reinados do Huambo com novas infra-estruturas culturais e, nesta fase, vão ser requalificadas as Ombalas do Forte da Quissala, Samissassa e Cassango.
Na proposta do projecto de requalificação do Forte da Quissala, a autoridade tradicional do Huambo, Filipe Moço, considerou necessária a colocação dos bens públicos e tradicionais no Forte, por serem um património cultural importante na história dos angolanos.
Além disso, pediu a construção de uma escola de artes e ofícios, lar para crianças sem-abrigo, centro médico, condomínios, internato para os filhos dos sobas e para as crianças sem condições e algumas infra-estruturas de carácter político na Ombala. Filipe Moço explicou que o Forte da Quissala se chamava antigamente Cidade Portuguesa, por isso deve ser construído como antes, com uma sala de reuniões dos mais velhos, uma igreja, uma estufa-fria, criação de aves (galinhas, patos), campo para prática desportiva, entre outras.
As obras vão ser executadas pela empresa de construção Omatapalo e, segundo o engenheiro Espírito Santos, a escolha do local compete às próprias autoridades tradicionais. “Temos de estar neste local mais vezes para fazer um levantamento exaustivo do terreno e, a partir daí, fazer o levantamento das localidades e saber por um dos sobas onde podemos mexer e onde não”, esclareceu.
João Afonso salientou que, além do carácter tradicionalista, a reconstrução das ombalas vai servir também para atrair turistas nacionais e estrangeiros.
“Vamos construir as ombalas do reino do Chingolo, Bailundo, Chiaca, para atrair turistas nacionais, estrangeiros e  investigadores que queiram conhecer a realidade histórica da província do Huambo”.

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