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Parteiras tradicionais melhor preparadas

Justino Vitorino | Ucuma e Azevedo Faria | Cambuengo

Um grupo de 30 parteiras tradicionais do município do Ucuma, na província do Huambo, terminou na sexta-feira um curso de especialização, no âmbito das acções de redução de mortes materno-infantil nas zonas rurais.

Autoridades reconhecem o papel das parteiras no auxílio do Sistema Nacional de Saúde
Fotografia: Rogeri Tuti |

Promovido pela direcção provincial da Família e Promoção da Mulher, em parceria com o sector da Saúde, o curso é uma resposta à necessidade de munir as parteiras tradicionais de competências que lhes permitam desenvolver melhor a sua actividade.
A directora provincial da Família e Promoção da Mulher, Frutuosa Cassinda, afirmou que o Governo pretende, nos próximos anos, dar mais atenção aos cursos de especialização e profissionalização de parteiras tradicionais da província, para garantir uma melhor prestação dos serviços a nível das unidades sanitárias da região.
Depois de reconhecer que as parteiras tradicionais têm prestado um auxílio notável ao Sistema Nacional de Saúde, principalmente nas zonas que ficam mais longe das unidades sanitárias, garantiu que vão ser realizadas mais acções de formação, para se evitarem uma série de situações anómalas durante e após o parto. Na comuna de Cambuengo, município do Mungo, um grupo de parteiras tradicionais recebeu um conjunto de material profissional, para melhorarem a actividade.
Frutuosa Cassinda reconheceu que as mulheres rurais têm contribuído muito para o desenvolvimento do país, principalmente na área da agricultura, na preservação da cultura e no resgate dos valores morais. “A mulher rural é um símbolo vivo dos costumes e das tradições”, realçou, ao mesmo tempo que garantiu a realização de mais acções deste tipo, para a inserção de mais mulheres rurais noutras actividades que não a do campo. O acesso da mulher rural a aulas de alfabetização e outros sistemas de ensino, sublinhou, estão a dotá-la de mais e melhores conhecimentos sobre os seus direitos e obrigações, dando-lhe mais independência e capacidade para desenvolver novas actividades produtivas.

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