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Pessoas pobres têm mais apoio

A Acção Angolana para o Desenvolvimento Rural e Ambiental (ADRA) está a apoiar, desde 2007, 17 mil famílias dos municípios da Caála e Bailundo, província do Huambo, através do projecto “meios de vida”.

Apoio aos camponeses visa o aumento da produção no âmbito do programa do Governo de combate à fome nas comunidades
Fotografia: Jornal de Angola

A Acção Angolana para o Desenvolvimento Rural e Ambiental (ADRA) está a apoiar, desde 2007, 17 mil famílias dos municípios da Caála e Bailundo, província do Huambo, através do projecto “meios de vida”.
Segundo a responsável da instituição, Maria de La Salete, o projecto, que termina no mês de Dezembro, é executado com a entrega de instrumentos agrícolas, apoio à legalização de terras, educação para a cidadania e o processo de aproximação das associações de camponeses às instituições do Estado.
“O Projecto Meio de Vida até ao momento permitiu que as famílias camponesas criem estabelecimentos comerciais para a venda de produtos do campo, de forma a evitar que as populações das comunidades rurais percorram longas distâncias para a aquisição de meios básicos”, sublinhou.
Falando sexta-feira durante um encontro de balanço dos quatro anos de existência do projecto, Maria de La Salete considerou positiva a sua execução, visto que está a contribuir para a redução da pobreza nas comunidades.
O encontro, que teve também como objectivo avaliar os resultados da execução do projecto, analisou temas ligados ao aumento da produção agrícola e à comercialização, conhecimentos dos mecanismos e leis para a defesa e legislação das terras comunitárias.Métodos para aumentar a capacidade de incidência política das organizações comunitárias de base com as autoridades locais, sobre os principais processos que afectam a vulnerabilidade, conhecimento dos camponeses e os processos que condicionam as suas estratégias de meios de vida, foram igualmente estudados.
Participaram no encontro, que decorreu na sala de reuniões da ADRA, 25 pessoas, entre responsáveis de associações de camponeses e representantes de diversas organizações não governamentais.
Por outro lado, 79 pessoas fizeram o teste voluntário de HIV/Sida no centro de saúde da comuna da Catata, localizada a 83 quilómetros da sede do município da Caála, de Setembro até à primeira semana deste mês.
A adesão aos testes satisfaz o responsável da saúde naquela localidade, Jacob Mateus Satula, afirmando que até ao momento todos os resultados são negativos.
 “A área de aconselhamento e testagem voluntária existe desde o mês de Setembro e até este momento tem registado afluência, maioritariamente de jovens e mulheres grávidas”, reforçou.
 Jacob Mateus Satula referiu que na secção de planeamento familiar foram atendidas 41 mulheres, o que anteriormente não se registava, pois dificilmente aceitavam este projecto.Com capacidade para internar quatro doentes, o centro de saúde de Catata funciona com dez técnicos que diariamente atendem mais de 70 pacientes.

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