Províncias

Polígono Florestal é o maior viveiro do país

Adolfo Mundombe | Mundundu

O Polígono Florestal do Mundundu, na comuna com o mesmo nome, na província do  Huambo, conta com o maior viveiro ambiental do país, com capacidade de 140.000 plantas das espécies de pinheiros e eucaliptos.

O viveiro que suporta a actividade de repovoamento do polígono depois da exploração é renovado semestralmente com mudas de plantas
Fotografia: DR

A floresta ocupa uma área de 11.872 hectares, constituída fundamentalmente pelas espécies de eucalipto e pinheiro e é uma das grandes fornecedoras de toros para o fabrico da madeira a nível do país.
O viveiro, que suporta a actividade de repovoamento do polígono depois da exploração, é renovado de seis em seis meses com mudas novas. A semente de eucalipto utilizada para renovar a floresta provém das espécies do mesmo polígono e a do pinheiro é adquirida a partir do Zimbabwe.
A produção é feita por equivalência em toro, através do tamanho das árvores, e quanto maior for o tamanho maior é a produção. O director administrativo da empresa Marco-services, dedicada à exploração de madeira do polígono, Eduardo Kissungo, disse que a floresta fornece em média 30.000 metros cúbicos de madeira por mês, que é vendida no mercado nacional. A empresa Marco-services explora as espécies de eucalipto e pinheiro desde o início de 2010, num processo que começa com o abate de árvores, passando pelo corte dos toros, posteriormente transportados para a máquina de serração, onde são transformados em madeira, e culmina com a cubicagem, antes serem levados para as indústrias transformadoras.  De acordo com o administrador da empresa, já foi repovoada uma área de 150 hectares de pinheiro, cortado em 2009 e, para este ano, está prevista a plantação de mais pinheiros, numa área de 100 hectares. A empresa dedica-se actualmente mais à exploração do eucalipto, enquanto o pinheiro se desenvolve.  A actividade é acompanhada por um engenheiro agrónomo e começa a partir do viveiro e termina com a plantação.
Eduardo Kissungo informou que das duas espécies, o eucalipto é a que menos trabalho dá por não precisar de viveiros, pois a sua produção é natural. Basta a semente cair ao solo, que logo germina, e é aproveitada para a plantação. Entre as duas espécies, afirmou que o pinheiro tem um crescimento mais lento, o seu ciclo de vida é muito lento em relação ao eucalipto, razão pela qual o repovoamento do eucalipto é feito em menos tempo.
A mão-de-obra é constituída principalmente por nacionais, capacitados tecnicamente para o corte de toros e cinco por cento por cidadãos chineses.
A floresta do Mundundu é propriedade da empresa Celulose, que cedeu temporariamente à empresa Marco-services, mediante contrato. “No início do contrato a intenção era de reabilitar as rotas e as infra-estruturas da empresa, mas depois efectuou-se um outro para a exploração de madeira por um período de sete anos, que termina este ano”, disse o administrador.
A província do Huambo conta com quatro grandes polígonos florestais: Sanguengue e Alto Chiumbo, no município do Catchiungo, Cuima na Caála, e Mundundu, no município do Ucuma, para além dos pequenos, espalhados pelos vários municípios e outros localizados nas fazendas de Chinguri, Bonga e Pelisa, bem como os polígonos que se estendem ao longo do Caminho-de-Ferro de Benguela.

Tempo

Multimédia