Províncias

População do Huambo atende em massa ao chamado das autoridades sanitárias

João Constantino | Huambo

As ruas da cidade do Huambo registam, desde segunda-feira, uma movimentação enorme de pessoas e animais domésticos, o que significa que os apelos à vacinação anti rábica feitos pelas autoridades foram aceites.

As crianças levam os cães à vacina, mas autoridades sanitárias pedem que sejam os adultos a fazê-lo
Fotografia: Rogério Tuti

As ruas da cidade do Huambo registam, desde segunda-feira, uma movimentação enorme de pessoas e animais domésticos, o que significa que os apelos à vacinação anti rábica feitos pelas autoridades foram aceites. Todos os caminhos, pode dizer-se, vão dar à rua onde ficam as instalações do Serviço de Veterinária. Os cães são os mais vistos.
Este ano, o Serviço de Veterinária perspectiva vacinar mais de 50 mil animais, em todos os municípios da província do Huambo, uma meta que, a ser atingida, supera a de 43 mil estabelecida no ano passado.
A chefe de Departamento provincial do Serviço de Veterinária disse, ao Jornal de Angola, que, em média, diariamente, são vacinados mais de 200 animais, entre cães, gatos e macacos.
No município do Huambo, embora a campanha só termine em 10 de Março, parece que todos querem vacinar já os animais. Berta Teresa considerou louvável esta atitude, mas referiu que têm aparecido no posto poucos gatos e macacos.
Depois do município do Huambo, a campanha de vacinação anti rábica estende-se aos outros municípios, começando pela Cáala e Bailundo. Berta Teresa revelou que, no ano passado, morreram, no Huambo, 27 pessoas e este ano duas devido a mordeduras de cães, gatos e macacos.
“A maioria eram crianças porque são elas que mais gostam e brincam com animais, em casa e mesmo na rua”, disse.
 “Mesmo depois de vacinado, o animal não deve ser deixado à solta pelas ruas porque podem entrar em contacto com animais doentes”, avisou.
Durante o desempenho das suas tarefas, os técnicos têm sido confrontados com a recusa de alguns populares que acreditam no “mito de caçadores”, segundo o qual os cães quando vacinados perdem a capacidade de farejar. “Em algumas localidades, as pessoas que se dedicam à caça não aceitam vacinar os seus cães, alegando que os mesmos, depois de imunizados contra a raiva, perdem o faro, quando não existe explicação científica sobre este argumento”, contestou Berta Teresa.
Nesta campanha, o Serviço de Veterinária conta com a parceira da Faculdade de Medicina Veterinária e do Instituto Médio Agrário, que disponibilizaram especialistas e estudantes para apoiar a actividade.

Gado vacinado em Abril

Abril está reservado à vacinação de bovinos, caprinos e suínos. A pretensão do Serviço de Veterinária, disse Berta Teresa, é vacinar cerca de 70 mil cabeças de gado em toda a província do Huambo.

Tempo

Multimédia