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Preço de adubo preocupa camponeses

Adolfo Mundombe | Calenga

Camponeses, agricultores e produtores da comuna da Calenga, município da Caála, no Huambo, estão preocupados com os elevados preços do adubo e defendem a intervenção urgente das autoridades.

Na Calenga os camponeses adquirem a maior parte do adubo utilizado no cultivo no mercado informal o que torna cada vez mais onerosa
Fotografia: Santos Pedro

Na comuna da Calenga, os camponeses adquirem a maior parte do adubo utilizada no cultivo no mercado informal e ao preço de 30.000 kwanzas o saco de 25 quilogramas, o que torna a agricultura na região cada vez mais onerosa.
A comuna da Calenga é uma das maiores produtoras de batata rena e de hortícolas da província do Huambo e, segundo relatos de alguns camponeses, os elevados custos dos fertilizantes podem comprometer a sua produção na região.
A administradora-adjunta local, Cândida Sassoma, reconheceu ontem que a situação está a preocupar as autoridades e tudo está a ser feito para inverter o quadro, para não comprometer as próximas campanhas agrícolas.

Projecto "Bom Jesus Calenga"


Cândida Sassoma explicou que Calenga conta com 47 cooperativas e 53 associações de camponeses, que antes eram apoiadas pelo projecto “Bom Jesus Calenga” e o “Vale do Calai”, que dentro de dois meses deixam de fornecer adubo e outros inputs a estas duas agremiações de produção.
“Neste momento, os camponeses não têm como produzir em grande escala porque os preços do adubo estão muito elevados e eles não conseguem adquirir as quantidades que necessitam a estes custos”, sentenciou. A administradora-adjunta disse que é nesta fase que o Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural deve pôr cobro à situação, uma vez que a comuna é uma potencial produtora de batata rena e de hortícolas. Nesta momento, os camponeses da região cultivam poucas quantidades de batata rena, limitam-se a cultivar hortícolas à beira dos rios, onde aproveitam a humidade, com o pouco adubo que conseguem, para que não falte alimentos para as suas famílias. A administradora-adjunta aconselha os camponeses a utilizarem métodos de agricultura familiar, para facilitar a rentabilidade dos seus produtos e garantir o sustento das suas famílias, nesta fase que o país atravessa.

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