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Programa de comércio rural abrange milhares de famílias

Justino Vitorino e Adolfo Mundombe| Huambo

Mais de 60 mil famílias das zonas rurais da província do Huambo vão beneficiar, a partir do segundo semestre deste ano, da primeira fase do programa de promoção do comércio rural, com vista ao combate à fome e à pobreza na região do Planalto Central.

 

Mais de 60 mil famílias das zonas rurais da província do Huambo vão beneficiar, a partir do segundo semestre deste ano, da primeira fase do programa de promoção do comércio rural, com vista ao combate à fome e à pobreza na região do Planalto Central.
O objectivo é facilitar a comercialização de produtos agrícolas nas zonas rurais e criar um suporte financeiro às empresas de produção familiar, para facilitar o seu escoamento para os principais mercados dos centros urbanos.
De acordo com a directora provincial do Comércio, Hotelaria e Turismo, Idalina Samessele, a primeira fase do programa vai beneficiar os municípios do Bailundo, Mungo, Londuimbali, Caála e Ukuma. “O programa de promoção do comércio rural resulta de uma orientação do Governo e foi aprovado pelo Conselho de Ministros em Abril de 2009. Surge para facilitar o sistema de comercialização organizado nas áreas rurais”, esclareceu a governante. Até agora, segundo explicou, os factores limitativos para o incentivo da produção agrícola dos camponeses têm sido a fraca comercialização dos produtos e as dificuldades que encontram para o seu escoamento.
Idalina Samessele disse que para a implementação do programa foi criado um grupo de técnicos, coordenado pela direcção provincial do Comércio, no sentido de levar a cabo seminários nos municípios seleccionados, com o objectivo de se proceder ao levantamento das lojas existentes e das que estão por reabilitar.

Requalificação da periferia

O responsável da brigada do Instituto de Desenvolvimento Florestal do Huambo, Andrade Moreira Bahu, disse, na segunda-feira, que as zonas periféricas da cidade do Huambo, assoladas pelo conflito armado, vão ser requalificadas, com a reposição dos campos devastados.
Andrade Moreira disse que já foram plantadas mais de dez mil árvores na província, nos perímetros florestais do Sanguengue, Alto Chiumbo, zonas exploradas por algumas empresas privadas e pela população para a produção de carvão. O Instituto de Desenvolvimento Florestal tem aplicado multas pesadas a pessoas que praticam actos de desflorestação, mas Andrade Moreira pediu maior intervenção e envolvimento de outras instituições da sociedade, para se erradicar definitivamente a exploração anárquica das florestas.
Afirmou ainda que o Instituto de Desenvolvimento Florestal, o Ministério do Ambiente e a administração local têm desenvolvido actividades de reflorestação das zonas afectadas e palestras de sensibilização sobre a importância da preservação do meio ambiente, no seio das comunidades rurais.
Para este ano, segundo adiantou, o projecto de reflorestação ambiental vai prosseguir em toda a província, ao mesmo tempo que vai ser implantada a futura produção de energia de biomassa, o que vai criar muitos empregos aos jovens.
O dirigente pede a toda a sociedade que fiscalize e contribua para a preservação do meio ambiente.

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