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Província do Huambo tem falta de médicos

A província do Huambo tem uma média de um  médico para assistir 16 mil pessoas, longe da pretensão da direcção local da saúde que é um médico para cinco mil habitantes.

Frederico Carlos Juliana, director da Saúde do Huambo, apontou como exemplo da falta de quadros na província o facto de um médico em disse que a província do Huambo cresce demograficamente permanentemente, mas este aumento da população não está a ser acompanhado com a admissão de mais profissionais da saúde, principalmente médicos e enfermeiros.
Actualmente, revelou o director, a província tem 172 médicos, 150 técnicos de meios auxiliares de  diagnóstico e 4.500 enfermeiros, número muito aquém de satisfazer as necessidades de quase três milhões de habitantes.
Frederico Juliana disse que dada a falta de médicos em muitas unidades sanitárias, as consultas e a prescrição de receitas é desempenhada por enfermeiros, na sua maioria técnicos médios.
Para as necessidades da província, explicou, são precisos pelo menos mais 500 médicos, três mil novos enfermeiros e dois mil técnicos de meios auxiliares de diagnóstico, para fazer frente aos desafios actuais na garantia da assistência médica e medicamentosa às populações.
Frederico Juliana reconheceu que as 235 unidades sanitárias existentes na província, entre centros de saúde, postos médicos e hospitais, são suficientes para as necessidades das comunidades.
“A nossa maior dificuldade prende-se com a falta de quadros qualificados, que possam dinamizar o sector na província, no combate às grandes endemias que ainda assolam as populações”, afirmou.
O director da saúde na província do Huambo está confiante na solução destas carências, salientando o esforço que o Governo está a empreender para melhorar a qualidade dos serviços de assistência médica e medicamentosa no país.

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