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Reforçado o combate à venda ilegal

Juliana Domingos | Huambo

O director provincial do Huambo da Saúde, Frederico Juliana, advertiu ontem que o Governo Provincial vai tomar duras medidas contra os vendedores ilegais que insistirem em comercializar medicamentos.

Em muitos casos a actividade é exercida por indivíduos sem os mínimos conhecimentos de farmacologio em lugares impróprios
Fotografia: M. Machangongo

A Direcção Provincial da Saúde vai reforçar a inspecção às unidades sanitárias e farmácias privadas, para acompanhar de perto a actividade e incentivar os seus proprietários a primar por um comércio legal de medicamentos.
“Este ano a Direcção Provincial da Saúde vai intensificar a acção a várias unidades sanitárias, com o intuito de averiguar casos de medicamentos sem qualidade e de origem duvidosa, para pôr cobro à situação”, disse.
Em muitos casos, a actividade é exercida por indivíduos sem os mínimos conhecimentos de farmacologia e em lugares impróprios, sem as condições requeridas.
A Direcção Provincial da Saúde, em colaboração com a Polícia Económica e Fiscal, vai intensificar este ano as actividades de inspecção em todas as unidades sanitárias e farmácias, para travar o fenómeno de venda ilegal de fármacos.
A nível das unidades sanitárias públicas estão em curso acções de esclarecimento para os técnicos ligados à venda de medicamentos e chamou a atenção a todos aqueles que exercem a actividade para adquirirem as devidas licenças e frequentarem cursos para que possam trabalhar legalmente. A Direcção Provincial da Saúde, em parceria com a Escola Técnica de Enfermagem, já formou mais de 400 técnicos e muitos deles tiveram cursos de superação noutras unidades sanitárias, onde exercem a venda de medicamentos.
O terceiro curso de superação dirigido a técnicos e agentes da polícia está também a decorrer, para que tenham noções de conhecimento sobre a farmacologia e, segundo Frederico Juliana, dentro de seis meses quem for apanhado sem a devida autorização e o mínimo de conhecimentos sobre a matéria é punido e deixa de exercer a actividade. “Todas as farmácias da província vão ser cadastradas e os seus proprietários devem exibir os certificados de cursos de refrescamento, passados pela Escola Técnica.
Caso contrário, deixam de vender medicamentos, porque sabemos que devem ser comercializados em locais apropriados e em condições adequadas.”
O inspector-geral da Saúde na província do Huambo, Miguel dos Santos de Oliveira, disse que há muito medicamento que entra no país de forma ilegal e de origem duvidosa que não deve ser comercializado, por se tratar de fármacos que podem provocar problemas graves aos consumidores.
O Ministério da Saúde realiza encontros de sensibilização em todas as províncias, no sentido de esclarecer as normas existentes em Angola e mobilizar parceiros, a fim de se fechar o cerco contra as vendas ilegais de medicamentos no país.
O Ministério da Saúde pretende montar em breve laboratórios de testagem de medicamentos em todas as províncias, apostar na formação dos técnicos em matéria de inspecção e ingresso de novos quadros superiores e médios.

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