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Região produz milho e feijão

António Canepa | Huambo

Mais de 400 mil toneladas de produtos  diversos, com destaque para o milho e feijão, estão previstas para serem colhidas na próxima campanha agrícola, na província do Huambo, anunciou o director da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

Mais de 400 mil hectares de terra aráveis estão a ser desbravados para cultivar vários produtos como milho e feijão
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

António Teixeira considerou o milho e o feijão como culturas tradicionais na região do planalto central, recordando que as autoridades da província pretendem fazer desta campanha agrícola melhor que as anteriores, envolvendo as famílias camponesas, agricultores e todo outro pessoal.
O responsável informou que, para o êxito da campanha, está a prevista a entrega de meios de trabalho a preços mais baixos, evitando os atrasos registados  nas campanhas anteriores. O director garantiu que mais de 6.500 toneladas de adubos e de outros insumos estão disponíveis no Huambo, para o arranque da campanha agrícola 2017/2018, que envolve mais de 32 mil famílias camponesas.
O director da Agricultura e Desenvolvimento Rural, que falava durante um encontro de esclarecimento sobre a preparação e o arranque da campanha agrícola, disse que o adubo e outros equipamentos indispensáveis para a agricultura vão ser subvencionados para facilitar a actividade e evitar a especulação de preços.
Para garantir boas colheitas de alimentos diversos, o Governo Provincial, em parceria com o sector privado, está a proceder à correcção dos solos agricultáveis com calcário e gesso agrícola, para corrigir a acidez e devolver fertilidade aos mesmos.
Neste momento decorrem igualmente seminários de capacitação dos camponeses sobre técnicas de aplicação do calcário e do gesso agrícola na agricultura, para que esta prática faça parte da cultura dos homens do campo.
Além dos fertilizantes, está também a ser acautelada a problemática relacionada com as sementes, para se evitar constrangimentos e a subida de preços. “Todos estes insumos vão chegar ao produtor a baixos preços e em quantidades requeridas”.
António Teixeira  explica que a ideia é fazer com que no arranque da campanha, dentro de algumas semanas,  não falte, pelo menos, o essencial para os homens do campo, de modo a que tudo decorra conforme os planos traçados.
O director provincial referiu que os incentivos abrangem igualmente a mecanização agrícola, que vai desbravar mais de 400 mil hectares de terras aráveis para cultivar milho, feijão, mandioca, batata rena e diversos hortícolas. António Teoxeira garantiu  que outras parcelas vão ainda ser preparadas por pequenos agricultores individuais e associações de camponeses. O Governo Provincial do Huambo, através da direcção provincial da Agricultura, pretende também preparar terras para o fomento da cultura de grãos e oleaginosas, a cultura do café arábica e promover a produção e o controlo de qualidade de sementes, assim como a certificação de produtos agrícolas.

Campanha agrícola
  
Camponeses de Benguela já dispõem de insumos agrícolas de apoio à campanha agrícola 2017/2018. Os meios foram entregues na quinta-feira às autoridades da província de Benguela.Dos meios entregues constam cinco toneladas de semente de milho, dez toneladas de semente de feijão, massango e massambala, cinco mil toneladas de fertilizantes, tractores e alfaias agrícolas.
O director geral do Instituto de Desenvolvimento Agrícola (IDA), David Tunga, disse que o Ministério da Agricultura vai também reforçar este leque de inputs com adubos simples (ureia e sulfato de amónio), para permitir um aumento substancial da produção.
Aos adubos e fertilizantes foram acrescidos, segundo o director geral do IDA, cinco mil unidades de charruas de tracção animal para a lavoura, catanas, enxadas e limas, além de sementes de hortícolas, cujas quantidades também não especificou.
O responsável garantiu que o IDA vai se ocupar do processo de distribuição,  para que os meios cheguem aos produtores e para que a próxima campanha agrícola tenha  êxito.
O secretário de Estado para a Agricultura, Amaro Tati, afirmou que a principal missão do sector na província é colocar à disposição dos vários produtores e famílias que se dedicam à agricultura  os meios necessários para que a actividade seja bem exercida. Pediu ao Governo da província maior empenho e que os meios sejam distribuídos aos que realmente trabalham a terra.
José Amaro Tati anunciou que ainda este ano, nas províncias de Benguela, Huíla e Cunene será desenvolvido um projecto de “Reabilitação da Agricultura e Resiliência”. O Ministério da Agricultura em parceria com o  Fundo Internacional de Desenvolvimento de Agricultura (FIDA) e o Fundo das Nações Unidas para Alimentação (FAO) vão trabalhar com o vista a fazer com que as populações consigam fazer face à estiagem, caso aconteça.

Com Angop

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