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Registados novos casos de malária no Planalto Central

Juliana Domingos | Huambo

A Direcção Provincial da Saúde está preocupada com o surgimento de novos casos de malária na província e o aumento de óbitos nas comunidades, em consequência da doença, informou ontem, no Huambo, o director provincial da Saúde, durante o encontro com chefes de repartições municipais da Saúde, directores de hospitais e quadros do sector.

Vista parcial da cidade do Huambo onde são traçadas estratégias para combater a malária
Fotografia: Francisco Lopes | Huambo-Edições Novembro

O encontro teve como objectivo analisar a situação e procurar medidas para se estancar o actual quadro que, de 2015 até final de 2016, provocou 336 óbitos e gizar mecanismos para envolver, cada vez mais, um maior número de cidadãos no combate contra a doença.
A província do Huambo foi considerada, durante muito tempo, uma das que maior controlo tinha sobre a doença a nível do país, pelo que o surgimento de novos focos com resultados no expressivo número de óbitos leva as autoridades a revelarem com grande preocupação a situação e a gizar estratégias para combater a doença, utilizando todos os meios possíveis. O director provincial da Saúde, Frederico Juliana, garantiu que a situação da malária na região vai continuar a merecer uma maior atenção das autoridades do sector, para que a província volte a ser uma das poucas do país com reduzidos casos.
Frederico Juliana revelou que a província do Huambo voltou a registar índices assustadores de malária, considerando que em 2015 registou 36 óbitos e em 2016, 300 óbitos, uma situação preocupante tanto para a população da região como para as autoridades sanitárias da província.  O encontro teve como lema: “Promoção da Saúde e prevenção de doenças, prioridade absoluta, em prol do doente, humanizar cada vez mais os serviços de saúde, pretendemos, todos em conjunto, trabalhar para reduzir ao máximo a incidência desta doença na nossa província”.
 O director provincial mostrou-se ainda preocupado com o facto de muitos doentes chegarem tardiamente às unidades sanitárias e também por alguns optarem por auto-medicação, tendo insistido aos pais e encarregados de educação no sentido de colocarem roupas cumpridas às crianças, principalmente ao anoitecer, quando estiverem em lazer (na rua), de modo a evitar que o mosquito encontre espaço para pousar directamente no seu corpo.
Frederico Juliana lembrou que, a par das medidas de prevenção levadas a cabo pelas autoridades sanitárias, existem ainda outras de âmbito comunitário, relacionadas com a eliminação de charcos de água nos arredores das residências, promoção de campanhas de limpeza nas comunidades, evitar pneus no quintal ou nas proximidades das residências.
 Disse que a sensibilização visa mudar o comportamento das mulheres sobretudo, por serem elas a cuidarem das crianças. Frederico Juliana apelou igualmente ao envolvimento das instituições religiosas na passagem da mensagem da importância do uso de mosquiteiro para a prevenção da malária.

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