Províncias

Responsáveis aprimoram conhecimentos sobre introdução de novos antipalúdicos

Responsáveis municipais e médicos, que prestam serviços de saúde nos 11 municípios da província, participam, desde quinta-feira, na cidade do Huambo, num seminário onde aprimoram conhecimentos sobre as metodologias da introdução de novos antipalúdicos e a vigilância epidemiológica da malária.

População é aconselhada a ir às farmácias
Fotografia: Jornal de Angola

Responsáveis municipais e médicos, que prestam serviços de saúde nos 11 municípios da província, participam, desde quinta-feira, na cidade do Huambo, num seminário onde aprimoram conhecimentos sobre as metodologias da introdução de novos antipalúdicos e a vigilância epidemiológica da malária.
O evento, iniciativa da direcção provincial da Saúde, em parceria com a ONG “Mentor Iniciativ”, conta com a participação de 44 responsáveis municipais de saúde, sete médicos e outros convidados ligados ao programa de combate à malária. O programa de formação e capacitação dos quadros da saúde dos 11 municípios da província tem a duração de cinco anos.
A cerimónia de abertura do seminário foi orientada pelo director provincial da Saúde do Huambo, Frederico João Carlos Juliana, que, na sua intervenção, apontou os municípios do Mungo e Bailundo como os de maior índice de casos de morte e internamento por malária.
O responsável realçou que a malária mata principalmente as crianças menores de cinco anos e mulheres grávidas.
“O governo está preocupado com a formação dos técnicos para melhor diagnosticarem e tratarem casos simples e graves de pessoas que procuram os serviços de saúde em várias unidades sanitárias”, disse.
Na província do Huambo, os casos de malária reduziram na ordem dos 65 por cento, nos quatro primeiros meses deste ano, ao registar apenas 50.507 casos, com 21 óbitos, contra 145.765 em igual período de 2011, com 76 óbitos.
 

Medicamentos deteriorados


O departamento de inspecção e fiscalização da direcção provincial da Saúde retirou, de Janeiro a Abril deste ano, uma tonelada e meia de medicamentos deterioradas, que estavam a ser comercializados em 15 farmácias privadas do Huambo.
Em declarações ontem à Angop o inspector da área administrativa e hospitalar da instituição, Martins Alberto Camuela, informou que dos medicamentos retirados constam antibióticos, antipalúdicos e antidiarreicos. Martins Camuela disse que a direcção provincial da saúde tem realizado acções pedagógicas, destinadas a sensibilizar os vendedores ambulantes e técnicos farmacêuticos, para desencorajar a venda de medicamentos deteriorados.
Fruto destas acções, informou, a venda ambulante de medicamentos reduziu consideravelmente nos mercados informais, em relação aos anos anteriores, uma vez que os cidadãos que se dedicavam a tal prática estão a construir farmácias e postos de venda com condições adequadas para a conservação dos medicamentos. O responsável apelou aos proprietários de farmácias no sentido de
comercializarem os medicamentos com responsabilidade e ética, evitando, a automedicação e a intoxicação de medicamentos, que tem causado mortes no seio das comunidades.

Tempo

Multimédia