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Samboto e Sambo sem serviços básicos

Marcelino Wambo|Huambo

O estado avançado de degradação da estrada que dá acesso às comunas do Samboto e do Sambo, no município da Chicala Choloanga, dificulta as acções que visam o crescimento da região, segundo o rei da Ombala Sambo, Lourenço Kañgoma.

O troço precisa de obras
Fotografia: Garcia Mayatoko | Edições Novembro

A população das referidas comunas, de acordo com o rei, manifesta-se descontente com a estagnação que se verifica, passados 16 anos de paz, registando-se falta de escolas, professores, postos de saúde, água potável e energia eléctrica, entre outros bens e serviços sociais básicos.
O péssimo estado das estradas, ainda de acordo com o rei da Ombala Sambo, desmotiva muitos camponeses da comuna do Samboto, devido às dificuldades que encontram no escoamento dos produtos para os principais centros de consumo.
Segundo Lourenço Kañgoma, os habitantes das comunas do Samboto e do Sambo têm recebido assistência médica e medicamentosa no Hospital Municipal da Chicala Choloanga, sobretudo as famílias com algumas posses financeiras para custear o transporte, serviço garantido por moto-taxistas. A estrada foi terraplanada em 2014, mas, passados perto de cinco anos, está completamente degradada, o que tem dificultado a chegada de viaturas às sedes comunais.
O serviço de transporte é assegurado por mototáxis, vulgarmente conhecidos por kupapatas e kaleluias, por serem meios com alguma facilidade de chegar às sedes das comunas. Esta situação tem provocado que alguns camponeses se recusem a produzir, para evitar prejuízos com a deterioração dos produtos.
O rei Lourenço Kañgoma apelou à intervenção urgente do Executivo, “sob pena de seremos esquecidos”, porque com as vias de comunicação em bom estado “a vida será mais facilitada.”

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