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Sangue do tipo negativo muito difícil de aparecer

Juliana Domingos| Huambo

Pacientes dos grupos sanguíneos negativos são os que maiores dificuldades representam para os serviços de hemoterapia do Hospital Central do Huambo, em função de poucos doadores do produto, revelou ontem o chefe da  área.

Fotografia: Paulo Mulaza-Edições Novembro

Aristides Timóteo, que falava durante uma doação de sangue promovida por 20 funcionários da Unitel, referiu serem necessárias doações para todos os grupos, mas  a unidade sanitária enfrenta maiores dificuldades quando se trata  dos tipos negativos.
Aristides Timóteo regozijou-se com a solidariedade da operadora de telefonia móvel, salientando que a doação vai ajudar principalmente crianças e adultos com anemia, malária, pacientes com traumas por acidentes e de partos por cesariana.
Mensalmente, a hemoterapia do Hospital Central do Huambo realiza entre 30 a 35 transfusões de sangue. Para manter o seu “stock”, a unidade precisa de cerca de 800 bolsas trimestrais.
Aristides Timóteo afirmou que o “stock” do hospital está fraco, dai esperar que doações do género aconteçam, ainda nos próximos dias, para que se mantenham as condições que permitam salvar mais vidas.
“Quanto mais doações de sangue houver para o hospital melhor, porque há muita gente que precisa deste bem, por causa das cirurgias, dos partos ou pelas emergências por hemorragias”, sublinhou o especialista.

Dadores voluntários

O chefe da hemoterapia aponta a anemia, a  malária, casos de acidentes graves e os partos como as emergências que mais pedem a intervenção de transfusões de sangue. Aristides Timóteo reconheceu que muitos jovens têm feito doações de forma voluntária, com destaque para doadores de associações da sociedade civil, filiados de diversos partidos políticos e de igrejas, o que ajuda  a manter os “stocks” do Hospital Central.
O director de relações institucionais da operadora Unitel, Humberto Mbote, explicou que a iniciativa da empresa visou  despertar a consciência de outros cidadãos para a necessidade de se criar o hábito de doar sangue de  forma regular, sem esperar que algum familiar esteja a precisar do produto.
“Doar sangue é ajudar a salvar a vida de  pessoas que necessitam deste bem que, muitas vezes, escasseia na hemoterapia provincial do Huambo”, reforçou, para avançar que a operadora viu nisso uma forma de ajudar o próximo.
“Hoje, são esses doentes que necessitam de transfusão de sangue, mas amanhã podemos ser nós”, concluiu Humberto Mbote.

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