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Sangue reforçado no Hospital do Huambo

As reservas de sangue do Hospital Central do Huambo ficaram mais reforçadas, depois de os jovens do projecto “Gira Bairro”, afecto ao Movimento Nacional Espontâneo (MNE), fazerem uma doação do produto à instituição sanitária.

Acção de solidariedade surge em resposta aos apelos que os gestores dos hospitais fazem
Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro

A doação,   uma resposta aos apelos que os gestores da unidade hospitalar fazem regularmente, está inserida no quadro da responsabilidade social da Movimento Nacional Espontâneo, disse o coordenador do “Gira Bairro”.
Júlio Azevedo disse que o movimento vai continuar a mobilizar esforços para que acções do género sejam realizada de forma regular e ajudar a minimizar a carência de sangue que ainda se regista a nível da unidade hospitalar.
O responsável da hemoterapia do hospital, Aristides Timóteo, agradeceu o gesto, referindo que a doação surge numa altura em que grandes carências de sangue, o que complica as respostas às solicitações de transfusões, principalmente em crianças, mulheres em trabalho de parto e vítimas de acidentes de viação.
Aristides Timóteo avançou que por dia, em média, são realizadas 45 transfusões de sangue.

Combate à cólera

Quanto à cólera, as autoridades tradicionais, religiosas e directores de escolas do município da Caála participaram num encontro de sensibilização contra a doença, promovido pela repartição da Saúde local.
A reunião serviu  para transmitir informações úteis que devem ser disseminadas nas comunidades, visando o reforço da prevenção da cólera naquela municipalidade. O director da repartição municipal da Saúde da Caála, Albino Ndumbi Ernesto, preconizou o reforço das campanhas de sensibilização contra a cólera às comunidades rurais. "Vão ser intensificados os planos de divulgação dos métodos preventivos contra a cólera nas instituições escolares, religiosas e nas áreas com maior concentração populacional."
Albino Ernesto instou a população, sobretudo as comunidade rurais, a contribuir no saneamento básico, para além de acorrer ao hospital nos primeiros sinais da doença. No encontro, que contou com a presença do administrador municipal da Caála, Victor Tchissingui, foram abordados temas relacionados com os sinais e sintomas da cólera, aspectos clínicos, gestão, patogenia, vigilância epidemiológica e saneamento básico, necessidade de tratamento da água para o consumo, medidas preventivas e técnicas básicas sobre cuidados primários.

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