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Saúde cria condições para travar a cólera

Marcelino Dumbo|Huambo

O chefe do Centro de Tratamento da Cólera (CTC), Maurício Cassoma, disse ontem, no Huambo, que estão criadas todas as condições para travar os eventuais casos da doença, que possam aparecer na província durante esta época de chuvas.

Além das condições técnicas criadas a população está a ser sensibilizada
Fotografia: Victoria Quintas

O chefe do Centro de Tratamento da Cólera (CTC), Maurício Cassoma, disse ontem, no Huambo, que estão criadas todas as condições para travar os eventuais casos da doença, que possam aparecer na província durante esta época de chuvas.
Maurício Cassoma disse que o centro tem meios suficientes e condições de biosegurança para contrapor os possíveis casos de cólera, que normalmente surgem nas épocas chuvosas. “Nós criámos todo o tipo de condições, desde técnicas, tratamentos e até de sensibilização e mobilização das populações sobre as medidas preventivas da doença”, afirmou, acrescentando que o centro está também preparado para atender prováveis casos que possam vir das províncias vizinhas.
O Centro de Tratamento da Cólera está equipado com 40 camas, 30 das quais precisam de manutenção para garantir melhor segurança e comodidade aos pacientes, mas Maurício Cassoma assegurou que a Direcção Provincial da Saúde já garantiu a manutenção das mesmas.        
Desde 2006 já foram diagnosticados pelo Centro de Tratamento da Cólera 1.092 casos da cólera na província. Destes, 64 resultaram em óbitos, devido à chegada tardia dos pacientes aos serviços de saúde.
O responsável do centro apontou a falta de higiene, aliada ao consumo de água imprópria para consumo, alimentos mal confeccionados, falta de saneamento básico nas comunidades, como sendo as principais causas de mortes e contágio.
Na cidade do Huambo, de acordo com Maurício Cassoma, os bairros com maior incidência de casos têm sido os da Chivela, São Pedro, Cachindombe, Calundo, Benfica, Colemba, Canhe, Bom Pastor e Cacilhas.
O primeiro surto de cólera que surgiu na cidade, em 2006, registou 866 casos, dos quais 43 resultaram em morte. O segundo, que apareceu em Março de 2008, no bairro do Bom Pastor, zona B, notificou 163 casos, com 13 mortes. Maurício Cassoma confirmou ter havido, na altura, muitas mortes extra hospitalares, por negligência e teimosia dos cidadãos.             

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