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Saúde e ensino registam crescimento

Fula Martins | Huambo

Os sectores da Educação e da Saúde a nível da província do Huambo são os que, nos últimos dez anos, registam um maior crescimento, considerou segunda-feira o vice-governador para a Área Económica e Produtiva.

Província registou avanços no ensino superior permitindo a inserção de milhares de estudantes na Universidade José Eduardo dos Santos
Fotografia: Jornal de Angola

Francisco Fato, que considerou de positivo o nível de crescimento socioeconómico da província, com o fim do conflito armado, referiu que o Executivo tem desenvolvido esforços no sentido de erradicar a miséria e os efeitos da guerra.
Ao falar em torno dos 101 anos da província do Huambo, Francisco Fato destacou que, apesar de verificar-se um crescimento em vários domínios, o ensino geral e o sector sanitário têm observado grandes avanços.
Neste momento, o sector do ensino geral dispõe de 993 escolas, perfazendo 4.284 salas de aulas, para 581 mil alunos. Pelo menos 23.459 pessoas estão empregadas nesta área.
Quanto ao sector da Saúde, o vice-governador referiu que a província conta com 228 unidades sanitárias, 2.820 camas e emprega 5.533 funcionários.
O ensino universitário mereceu igualmente o elogio de Francisco Fato, para quem este sector tem estado igualmente a registar crescimento, o que permitiu a inserção de nove mil alunos, em oito faculdades da Universidade José Eduardo dos Santos.
O vice-governador recordou que, há 11 anos, a província do Huambo possuía nenhuma indústria, em função da guerra ter destruído todo o parque industrial. “Este quadro está alterado de forma satisfatória, tendo em conta as parcerias público-privadas”.
Neste momento, estão instalados cerca de 100 unidades fabris. Deste número, 98 são indústrias transformadoras e duas de exploração mineira, que garantem emprego a 1.109 trabalhadores.
Francisco Fato disse que observa-se ainda um crescimento no sector do comércio, com a criação de 1.012 estabelecimentos comerciais, sendo 1.700 grossistas e 1.029 retalhistas, com 16.077 empregados. O sector hoteleiro, com o surgimento de 137 unidades, 1.250 quartos e 1.450 camas e empregando 1.481 funcionários, também tem dado passos importantes no desenvolvimento da província.
O vice-governador avançou que a agricultura tem igualmente conhecido um avanço significativo, sendo que, na campanha agrícola 2012/2013, a produção de milho atingiu 404 mil toneladas, o feijão 97 mil, batata rena 86 mil e 119 mil em hortícolas diversas. />Quanto à pecuária, o responsável salientou que estão controlados 103.500 cabeças de gado bovino, mais de um milhão e meio de suínos, 999 mil caprinos e acima de quatro milhões e meio de aves.
O vice-governador explicou que o Executivo está a fazer um grande esforço, com vista a reabilitar as estradas. Assim, dos 1.050 quilómetros de estradas principais por recuperar 939 já estão concluídas. Reconheceu as dificuldades na reabilitação das estradas secundárias e terciárias, sobretudo as que ligam as sedes municipais. Mas, prometeu que, até ao próximo ano, 4.799 quilómetros serão todas terraplanadas.

Energia e Água


Os sectores da Energia e Água ainda são deficientes a nível da província do Huambo, mas as autoridades estão empenhadas em trabalhar para mudar o quadro.
Francisco Fato disse que, apesar da construção da barragem do Gove, com uma capacidade de 60 mega watts, ainda existem problemas de fornecimento de energia eléctrica.
Neste momento, a barragem do Gove apenas fornece energia eléctrica às cidades do Huambo, Caála e Cuito, lamentou o vice-governador para o sector Económico e Produtivo.
Assegurou que os restantes municípios não beneficiam de energia, mas estão a ser abastecidos, através de grupos geradores. Mas, por questões relacionadas com custos de manutenção, o fornecimento é feito de forma irregular.
O vice-governador anunciou que estudos estão a ser realizados, para que se construam pequenas barragens nas regiões onde as condições hidrográficas favoreçam o fornecimento de energia, através de colocação de sistema solar.
Francisco Fato acrescentou que o fornecimento de água potável também é deficiente, tendo em conta que “só 45 por cento da população beneficia do bem em condições aceitáveis”.
O vice-governador garantiu que o governo do Huambo está a trabalhar, no sentido de que mais cidadãos tenham acesso à água, por meio do programa “Água para Todos”.

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