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Saúde forma mobilizadores para acabar com a malária

Estácio Camassete |Huambo

A Direcção Provincial da Saúde do Huambo realizou um encontro para formação de mobilizadores sociais, com vista ao combate contra a malária na província.

Pacientes que padecemde malária a receberem assistência médica num dos hospitais públicos
Fotografia: Jornal de Angola

A Direcção Provincial da Saúde do Huambo realizou um encontro para formação de mobilizadores sociais, com vista ao combate contra a malária na província.
Fazem parte da rede de mobilizadores sociais da luta contra a malária jornalistas e jovens voluntários, que têm a missão de distribuir mosquiteiros, realizar palestras, sensibilizar as populações e utilizar outros instrumentos que permitam ajudar a combater a malária nas comunidades.
O coordenador provincial do programa, Amândio Natito, afirmou que os participantes na formação são mobilizadores vindos de todos municípios da província, que vão trabalhar com as populações, para que o país alcance a Meta do Milénio, que é a fase da eliminação da malária até ao ano de 2015.
Amândio Natito diz que para atingir esse objectivo é preciso organizar todos os serviços e melhorar a qualidade de trabalho dos agentes sanitários. “Temos de apostar na saúde da população. Por isso vamos utilizar todos os actores sociais, para que as comunidades mudem de atitude no tratamento dos resíduos sólidos, indicados como principais vectores da doença”, afirmou.
Apelou ao combate contra o absentismo das populações nas consultas médicas preventivas, para evitar complicações do paludismo nas comunidades rurais. “Com este programa pretendemos reduzir o índice de malária na província do Huambo, uma vez que já se nota uma grande redução de mortalidade nos últimos tempos”.
Amândio Natito reconhece que existe melhor colaboração das populações, que já começam a pôr o lixo em lugares apropriados, a banir os charcos de água nas ruas e quintais, e muitos também já vão às consultas quando sentem sintomas de doença.
“Temos cinco anos para a eliminação do paludismo, ou pelo menos podermos encontrar uma pessoa com paludismo em cada cem, até 2015. Pretendemos deixar a malária na taxa inferior a dez por cento”, esclareceu.
 Amândio Natito lembrou que o tempo das chuvas provova concentração de águas em todos os pontos da província, daí que seja necessário tomar medidas para matar as larvas e os mosquitos que se criam nos charcos.
 Nos últimos meses, as autoridades sanitárias têm feito pulverizações nas ruas e casas para eliminar os focos de mosquitos em toda a cidade do Huambo. Esta luta vai ter a duração de nove meses.

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