Províncias

Sector precisa de técnicos e mais unidades

Mário Clemente | Samboto Adolfo Mundombe| Huambo

O sector da Saúde da comuna do Samboto, a 93 quilómetros do município da Chicala Choloanga, no Huambo, tem falta de técnicos e de unidades sanitárias, situação que tem criado grandes dificuldades na assistência médica e medicamentosa à população, disse o responsável do único centro da localidade.

O único centro médico da localidade funciona a meio gás por falta de especialistas situação que está a preocupar as autoridades locais
Fotografia: José Chaves |

Bonifácio Chipandeca disse que, dos quatro técnicos contratados pela Administração Comunal, nenhum deles fez o concurso público, mas dada a carência foram colocados no centro, para dar resposta às inúmeras situações que ocorrem na região.
Apesar de reconhecer os esforços dos técnicos de saúde, que têm sabido dar resposta às preocupações da população, lamentou a forma como são tratados os profissionais, que ficam cerca de quatro meses sem salário, por dependerem exclusivamente da Administração.
“A falta de pagamento de salários aos técnicos contratados tem criado desmotivação, originando uma má prestação do serviço médico e medicamentosa. É uma situação que deve ser resolvida o mais depressa possível, porque cuidar de vidas humanas requer estar, acima de tudo, bem motivado”, explicou. O único centro de saúde da comuna do Samboto necessita de pelo menos de 26 médicos e mais dois técnicos de enfermagem. A unidade atende em média 60 pessoas, muitas delas provenientes de ombalas e aldeias longínquas.
Com capacidade para internar 12 pacientes, o centro dispõe de serviços de medicina, pediatria, maternidade e conta com um depósito de medicamentos, além de uma área de vacinação.  O administrador da comuna, Tiago Canganjo, informou que está em fase de conclusão um outro centro de saúde, que vai ter 20 camas. O Samboto também se depara com a falta de uma agência bancária, o que obriga os funcionários públicos a deslocarem-se a outras localidades para receberem os ordenados.

Dificuldade na circulação

A via que liga a Rua do Comércio à 8 de Fevereiro, passando pelo Estádio do Ferrovia, na cidade do Huambo, tem enormes buracos, o que dificulta o trânsito automóvel.
Trata-se de uma das avenidas mais movimentada da cidade. Os automobilistas estão preocupados e nada está a ser feito para a melhorar.
Os buracos são a principal causa de acidentes, principalmente aos fins-de-semana, porque ali se localizam um estádio de futebol e vários recintos de diversão nocturna.Quem passa por lá repara que a cada dois metros há um buraco, além de lagoas que acumulam águas paradas. A reportagem do Jornal de Angola constatou que a Rua do Comércio, o troço que liga o Estádio dos Curicutelas à fábrica da Cuca, São Pedro, na parte de trás da Avenida da Independência ( antiga Rua 5 de Outubro), são as que mais buracos têm.
Como consequência, as vias adjacentes ficam congestionadas, provocando enormes engarrafamentos. Os automobilistas exigem uma solução rápida, porque com as chuvas que começaram a cair, o trânsito na cidade pode transformar-se num caos.
O taxista Costa Cassoma salientou que há buracos há dois anos, mas infelizmente ninguém toma conta do caso e a situação agrava-se a cada dia que passa.
“Pagamos taxa de circulação para melhorar as vias, mas as nossas viaturas passam por estradas cada vez piores”, lamentou o taxista, que pediu às entidades competentes para encontrarem soluções rápidas para este problema.
O automobilista Fernando Gabriel explicou que para chegar a tempo ao destino procura outras vias, porque o estado em que se encontra a estrada que liga o bairro da Rua do Comércio ao 8 de Fevereiro está em maus estado. “Há muitos anos que esta via se tem estado a degradar aos poucos”, lamentou.

Tempo

Multimédia