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Sectores sociais registam crescimento no Mungo

Justino Vitorino | Mungo

Os sectores da Educação, Saúde e da Agricultura são os que mais crescem no Mungo, sede de um município da província do Huambo, que completou  53 anos, no passado dia 7.

Número de crianças e adolescentes no sistema normal de ensino e aprendizagem cresce todos os anos no município do Mungo
Fotografia: Arão Martins

Apesar das dificuldades, a vila tem estado a registar alguns progressos nos últimos anos, com a construção de escolas, centros e postos de saúde e outras infra-estruturas .
O sector da Educação é um dos que regista grande progresso no município, fruto dos enormes investimentos feitos pelo Governo, a partir de 2003, ano em que tinha três mil crianças no sistema normal de ensino, contra as actuais 30.949, desde a iniciação à 12.ª classe.
O administrador municipal, Afonso Viegas Candumbo, disse que, entre 2003 e 2004, o sector funcionava apenas com duas salas de aula e actualmente conta com nove, além de outras 72 comunitárias, erguidas com o apoio de igrejas.
Em 2014, foi construída uma escola do segundo ciclo do ensino secundário, com 26 salas de aula, o que permitiu a inserção de mais crianças.
Após estes avanços, os objectivos da Administração Municipal continuam apontados para o aumento do número de alfabetizadores, principalmente nas zonas de maior concentração populacional, a fim de reduzir os níveis de analfabetismo. Neste momento, existem 65 alfabetizadores.


Assistência sanitária

O atendimento médico está reforçado, com a ampliação da rede sanitária e do Hospital Municipal, actualmente com uma capacidade para internar 32 pacientes. Um total de 84 trabalhadores, entre médicos, enfermeiros, pessoal de apoio hospitalar asseguram o funcionamento do Hospital Municipal do Mungo.
Afonso Candumbo apontou que as enfermidades mais frequentes no município do Mungo são as doenças diarreicas, respiratórias agudas e intestinais, bronquite e malária. Esta última registou uma redução significativa nos últimos meses. Além disso, as obras de saneamento ambiental, a construção de latrinas e a distribuição de mosquiteiros também contribuem para a redução do paludismo na região, de acordo com o administrador Afonso Candumbo, que defende a construção de mais unidades sanitárias.
Actualmente mais iluminado, Mungo tem milhares de famílias a beneficiar de energia eléctrica, das 17 às 23 horas, desde a instalação de um grupo gerador, com capacidade de 320 KVA.
O municipio do Mungo tem também garantido o abastecimento de água potável, numa altura em que a actividade comercial está cada vez mais dinâmica, com a abertura de vários estabelecimentos.

Produção agrícola

O administrador municipal disse que a abertura de agências bancárias está a servir de mola impulsionadora de desenvolvimento do Mungo. “Os funcionários já não precisam de ir ao Bailundo ou ao Huambo, para levantar os seus ordenados”, salienta.
Afonso Candumbu referiu que os camponeses da região têm beneficiado de sementes, fertilizantes e instrumentos de trabalho, no âmbito do programa de desenvolvimento e extensão rural, o que está a permitir o aumento da produção de alimentos nas comunidades.
Existem no Mungo 54 associações de camponeses, 25 das quais aguardam por crédito de campanha, e seis cooperativas agrícolas, segundo o administrador. A região produz, essencialmente, batata rena, feijão, massambala, mandioca, soja, milho e hortícolas.

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