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Sindicato dos professores quer actualizações

Vitória Quintas|Huambo

O Sindicato da Educação, Cultura, Desporto e Comunicação Social do Huambo defende os interesses de 20.000 trabalhadores, dos quais 19.000 são do sector da Educação.

Adriano dos Santos anunciou que a clínica dos professores vai abrir em breve
Fotografia: Francisco Lopes

O Sindicato da Educação, Cultura, Desporto e Comunicação Social do Huambo defende os interesses de 20.000 trabalhadores, dos quais 19.000 são do sector da Educação. Os problemas sociais com que se debatem muitos profissionais em serviço na província levaram a organização sindical a criar um fundo de beneficência social.
O presidente do sindicato, Adriano dos Santos, disse que graças às quotizações, foi possível adquirir uma sede própria: “agora estamos a criar uma clínica para garantir aos sócios do sindicato assistência médica e medicamentosa”.
A província do Huambo tem sedes do Sindicato da Educação, Cultura, Desporto e Comunicação Social nos municípios do Mungo, Bailundo, Tchicala Choloanga e Ekunha. Adriano dos Santos disse à nossa reportagem que “estamos a construir sedes em mais seis municípios, ficando coberta toda a província”.
O fundo de beneficência social é destinado a ajudar os trabalhadores em situações de crise e quando surgem problemas nas suas vidas. Foi criado em 2007 e representa dois por cento do total da quota que cada trabalhador paga mensalmente: “este fundo foi o primeiro que alguma vez um sindicato criou em Angola e tem ajudado muitos associados do sindicato a resolver problemas graves”. O fundo tem custeado funerais em toda a província do Huambo. Também custeava despesas médicas e com medicamentos. Mas desde que avançou o projecto da clínica, esse subsídio foi suspenso “porque destinamos todos os fundos disponíveis para a realização do projecto que nos vai permitir abrir a clínica”, disse Adriano dos Santos.
Dentro do sindicato, foi criado no ano passado um comité dos reformados para apoiar e resolver os problemas dos professores e outros trabalhadores que já estão desligados do serviço por terem atingido o limite de idade. O comité já tem 1.800 filiados e está a crescer. A direcção do sindicato decidiu alargar o subsídio de funeral aos trabalhadores na reforma.
“A grande preocupação da direcção do sindicato é a actualização das categorias dos professores que trabalham na província. Começámos o processo em 2007 e há um grande número de professores que já viram actualizadas as suas categorias”, afirmou Adriano dos Santos.
Os professores que já tinham as suas categorias actualizadas, em Janeiro deste ano viram os seus salários reduzidos: “penso que se trata de um erro no sistema, por isso, o sindicato já apresentou as reclamações na Delegação Provincial das Finanças”, anunciou o presidente do Sindicato da Educação, Cultura, Desporto e Comunicação Social, que lamenta o atraso no pagamento dos salários de Fevereiro: “não sabemos o que se passa, mas temos informações que o atraso nos salários de Fevereiro dos professores atinge várias províncias”.
Adriano dos Santos recorda que os trabalhadores da Cultura, do Desporto e da Comunicação Social “estão sem actualizações de salários desde 1997 e isso não pode continuar. Vamos tomar medidas para que os direitos desses servidores do Estado sejam respeitados”.

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